Abrindo a Bíblia

O livro mais lido de todos os tempos, ao longo dos séculos, sofreu alterações na sua essência devido as diversas traduções e até mesmo para atender a interesses mundanos. No programa o  Dr. Severino Celestino, aborda semântica das palavras encontradas na Bíblia, e analisa o contexto político, social e espiritual deste grande livro.

O bem e o mal são criações de Deus? – Abrindo a Bíblia

 
De acordo com o Espiritismo, o mal não existe, o que existe seria a ausência do bem. Mas de onde vem esse conceito da maldade eminente da humanidade? Satanás seria criado por Deus? O bem e o mal são criações de Deus? Descubra agora no Abrindo a Bíblia.

Parte 1

Parte 2

Leitura complementar

O bem e o mal existem?

Sendo Deus o princípio de todas as coisas e de toda sabedoria, bondade, justiça, certamente nada pode produzir de insensato, de mau e de injusto.

Os males de todas as espécies, físicos ou morais que afligem a humanidade, apresentam duas categorias. São elas: os males que o homem pode evitar e aqueles que independem da sua vontade. Entre esses últimos, é preciso colocar os flagelos naturais.

Os mais numerosos males são aqueles que o homem cria para si mesmo. Isto ocorre pelos seus próprios vícios – aqueles que provêm de seu orgulho, de seu egoísmo, de sua ambição e de seus excessos. É nisso que está a causa das calamidades, das guerras, injustiças e a maioria das doenças.

Livre-arbítrio

Deus estabeleceu leis plenas de sabedoria que não tem por objetivo senão o bem. O homem encontra em si mesmo tudo o que é necessário para segui-las; sua rota está traçada pela sua consciência, a lei divina está gravada no seu coração.

Se o homem se conforma-se, rigorosamente, com as leis divinas, não há dúvida de que evitaria os mais pungentes males e que viveria feliz sobre a terra. Se não o faz, é em virtude do seu livre-arbítrio e disso sofre as consequências.

Mas Deus, cheio de bondade, colocou o remédio ao lado do mal, quer dizer, do próprio mal faz sair o bem. Assim, chega um momento em que o excesso do mal moral se torna intolerável pela experiência, e é compelido a procurar um remédio no bem.

Isto sempre por efeito do seu livre-arbítrio e por sua própria vontade. O homem reconhece os inconvenientes do mal e tem a  necessidade de buscar algo voltado para o correto.

Desta forma, pode-se dizer ainda que o mal é a ausência do bem, como o frio é a ausência do calor. Portanto, o mal não é um atributo distinto, tanto quanto o frio não é um fluido especial.

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