Tragédias coletivas na visão espírita

Dualidade

Muitos são os acidentes coletivos que marcaram gerações e a mídia: A boate Kiss, o Edifício Joelma, o World Trade Center. Mas existe um motivo para que várias pessoas desencarnem juntas de maneira trágica? Essas vítimas estariam pagando uma “dívida” de outras vidas? A espiritualidade pode impedir que esse tipo de situação aconteça? Qual a visão espírita sobre tragédias coletivas? Descubra agora no Dualidade!

Leitura complementar

Tragédias: Um aprendizado coletivo?

Nesta semana,as notícias de dois naufrágios – um no Pará e o outro na Bahia – me fizeram refletir como ocorrem as circunstâncias  da desencanação coletiva de tantas pessoas e de forma tão repentina na visão espírita.

No primeiro caso, a embarcação afundou no rio Xingu, localizado no Mato Grosso. Foram 23 mortes confirmadas pelas autoridades locais. Já no segundo, uma lancha submergiu no terminal marítimo de Mar Grande com destino a Salvador, resultando na morte de 18 pessoas.

Assim, a doutrina espírita nos explica que a morte é apenas um acontecimento biológico e que os espíritos que animam os corpos materiais são imortais e têm sua existência além desta vida.

Estamos encarnados na terra porque passamos pelo processo de provas e expiações – que são os aprendizados que nos farão crescer moralmente visando a evolução de nosso espírito.

Muitas vezes, nossa encarnação atual servirá para aprendermos a entender os erros que cometemos em vidas passadas. Podemos perceber que esses resgates acontecem desde o nosso nascimento até nossa morte.

Alguns desses resgates representam aprendizados coletivos de espíritos que tiverem erros semelhantes e serão reunidos em encarnações contemporâneas que ensinarão sobre essas faltas passadas.

Resgates em massa

Esse aprendizado é chamado de morte coletiva. São elas as responsáveis pelo resgate em massa que, geralmente, acontecem devido a tragédias marcantes que ficam conhecidas mundialmente.

Esses acontecimentos são planejados pelo plano espiritual e consentido pelos espíritos envolvidos antes de reencarnarem. Os Espíritos Superiores deixaram a seguinte explicação à Allan Kardec sobre esta questão:

“[As tragédias coletivas acontecem com a humanidade] para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que a cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento?”, diz a questão 737 de O Livro dos Espíritos.

No livro “O problema do Ser do Destino e da Dor”, do filósofo e espírita francês, Leon Denis, podemos entender mais sobre os motivos das tragédias coletivas.

“As existências interrompidas prematuramente por causa de acidentes chegaram ao seu tempo previsto. São em geral, complementares de existências anteriores, truncadas por causa de abusos e excessos….” e “…Sucede que os seres humanos, que devem dar essa reparação,s e reúnem num ponto pelo força do destino, para sofrerem, uma mort trágica, as consequência de atos que têm relação com o passado anterior ao nascimento….”.

Nossa vida, portanto, servirá de aprendizado para nós. Com isso, a nossa desencarnação faz parte do processo de expiação que  passamos para evoluirmos moralmente.

Além disso, entendermos melhor as nossas faltas cometidas no passado. Portanto, cabe a nós, encarnados, orarmos pelo acolhimento desses espíritos que precisam de luz para compreender suas mortes trágicas. Assim, eles continuarão sua trajetória no plano espiritual onde receberam o amor dos entes queridos e da espiritualidade amiga.

Texto publicado em 25 de agosto de 2017. 

 

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