Ter encontrado a alma gêmea justifica as separações? – Conduta

Os conflitos conjugais ultimamente têm ocasionado muitas separações independente da religião que professa. Mesmo os dedicados aos ensinamentos da sua doutrina, não ficam ilesos das dificuldades dos relacionamentos. Mas o fato de ter encontrado a alma gêmea justifica aceitar tudo pelo matrimônio? Ter encontrado a “alma gêmea” justifica as separações? Saiba mais sobre essas reflexões aqui no Conduta. Sugestões envie e-mail para: conduta@feal.com.br.

Leitura complementar

Divórcio na visão espírita

A separação conjugal é um dos processos mais dolorosos a que estamos sujeitos na Terra. Quando o casal tem filhos então, a dor toma proporções gigantescas. Sentimento de fracasso, vazio e culpa são algumas das sensações que transitam pelo coração daqueles que se propõem a separar as “escovas de dentes.”

Sofrem todos: filhos e cônjuges, familiares e amigos. A família é, pois, reestruturada completamente a partir da ausência de um dos cônjuges. Dúvidas que surgem, temores, receios.

Como educar os filhos de agora em diante? Mudará nossa relação? E os amigos em comum, será que ainda teremos contato?

Enfim, é uma nova vida, um recomeço…

Diria que um  recomeço mais complicado também sob o aspecto financeiro, porquanto as despesas multiplicam-se em velocidade vertiginosa. No entanto, prosseguir é preciso.

Por isso mesmo o ideal é o entendimento de marido e esposa, a compreensão, o apoio mútuo. A união de homem e mulher visa, naturalmente, a evolução daqueles espíritos ligados pelos laços do matrimônio. A reconciliação deve ser feita sempre que possível, a separação deve se dar apenas em casos extremos.

Todavia, pela falta de entendimento dos objetivos da existência humana e, principalmente, a dureza de nossos corações, conforme acentua Jesus, os casos de casamentos que chegam ao nível do insustentável, gerando agressões físicas e verbais ainda existem. Nessas circunstâncias a separação do casal é inevitável. Melhor a separação do que cultivar as feridas abertas constantemente pela imaturidade humana que transforma o lar em ringue.

Allan Kardec também analisou o divórcio

Em O evangelho segundo o Espiritismo, diz o codificador:

O divórcio é lei humana que tem por objeto separar legalmente o que já, de fato, está separado. Não é contrário à lei de Deus, pois que apenas reforma o que os homens hão feito e só é aplicável nos casos em que não se levou em conta a lei divina.

 

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