Fenômeno ou razão? – Filosofando

Desde o surgimento do cristianismo, as manifestações fenomênicas sempre estiveram presentes deixando as pessoas daquela época muitas vezes sem entendimento. Mas o que é melhor, estudar o fenômeno ou a filosofia espírita para melhor compreensão? O que a presença de Paulo de Tarso fez para o movimento cristão? Ele auxiliou para a análise desses acontecimentos? Saiba mais sobre esse tema aqui no Filosofando.

Parte 1

 

Parte 2

Texto relacionado: Alguns fatos sobre Paulo de Tarso

Era inicialmente chamado de Saulo, nascido na cidade de Tarso, capital da província romana da Cilícia, fabricante de tendas. Depois de Jesus, é considerado a figura mais importante do cristianismo. Era um judeu da Diáspora (Dispersão), de uma importante e rica família. Começou a receber aos 14 anos a formação rabínica, sendo criado de uma forma rígida no cumprimento das rigorosas normas dos fariseus, classe religiosa dominante daquela época, e ensinado a ter o orgulho racial tão peculiar  aos judeus da antiguidade.

Quando se mudou para Jerusalém, para se tornar um dos principais dos sacerdotes do Templo de Salomão, deparou-se com uma seita iniciante que tinha nascido dentro do judaísmo, mas que era contrária aos principais ensinos farisaicos. Dentro da extrema honestidade para com a sua fé e sentindo-se profundamente ofendido com esta seita, que se chamava cristã, começou a persegui-la, culminando com a morte de Estêvão, diácono grego e grande pregador cristão, que foi o primeiro mártir do cristianismo.

No ano de 32 D.C.,  Saulo viajou para Damasco atrás de seguidores do cristianismo, principalmente de um, que se chamava Barnabé e Ananias. Na entrada desta cidade, teve uma visão de Jesus, que em espírito lhe perguntava: “Saulo, Saulo, por que me persegues?”. Ficou cego imediatamente e, entrando na cidade, foi curado por Ananias, sendo assim convertido ao cristianismo, mudando o seu nome para Paulo. Paulo, a partir de então, se tornaria o “Apóstolo dos Gentios”, ou seja, aquele enviado para disseminar o Evangelho para o povo não judeu.

Em 34 D.C., foi a Jerusalém, levado por Ananias, para se encontrar com Pedro e Tiago, líderes da principal comunidade cristã até então. Durante 16 anos , após sua conversão, ele pregou no vale do Jordão, na Síria e na Cilícia. Foi especialmente perseguido pelos judeus, que o consideravam um grande traidor. Fez quatro grandes viagens missionárias: 1ª Viagem (46-48 D.C.), 2ª Viagem (49-52 D.C.), 3ª Viagem (53-57 D.C.), 4ª Viagem (59-62 D.C.), sendo que na última foi à Roma como prisioneiro, para ser julgado, e nunca mais retornou para a Judéia.

Por fim, certamente escreveu inúmeras cartas, mas somente 14 destas chegaram até nós, chamadas de Epístolas Paulinas, que são:

  • Epístola aos Romanos;
  • 1ª e a 2ª aos Coríntios;
  • aos Gálatas; aos Efésios,
  • aos Filipenses;
  • aos Colossenses;
  • 1ª e a 2ª aos Tessalonicenses;
  • 1ª e 2ª a Timóteo;
  • a Tito;
  • a Filemon e;
  • aos Hebreus.

Através de suas cartas, Paulo transmitiu às comunidades cristãs e aos seus discípulos uma fé fervorosa em Jesus Cristo, na sua morte e ressurreição. A esta fé soma-se um fator fundamental: o seu temperamento, que era passional, enérgico, ativo, corajoso e também capaz de idéias elevadas e poéticas.

No ano de 64 D.C., foi morto pelas Legiões Romanas, nas perseguições aos Cristãos instauradas por Nero, depois do grande incêndio de Roma.

Um Espírito que nos deixou grandes lições, segue abaixo uma de suas citações:

Paulo de Tarso, em I Coríntios, 12:

“…Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há também diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar…”

Texto publicado originalmente em 6 de março de 2017.

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