Atitudes para um mundo melhor – Jesus e o Logos

Aldeniz Leite e Claudio Palermo analisam como a casa espírita deve se preparar para atender às grandes transformações pelas quais o planeta vem passando. Quais as qualificações do tarefeiro que são imprescindíveis? Como podemos iniciar uma atitude firme de transformação interior? Qual seria o sentido primordial da mensagem de Jesus? Com participações especiais de Julio Sena e Vanessa Cavalcanti.

 

Texto relacionado: Doutrina Espírita: ‘Mundos de expiações e de provas’, por Santo Agostinho

Santo Agostinho reflete, no Evangelho Segundo Espiritismo, sobre o porquê que vivemos num mundo de provas e expiações.

Na sua explanação, ele faz importantes revelações sobre os motivos de vivermos na terra, habitada por seres imperfeitos. Porém, que já realizaram um certo progresso. A princípio, essas falhas são ocasionadas por imperfeições morais.

Agostinho nos esclarece, ainda, que nós nascemos num mundo de provas e expiações porque precisamos compensar nossas faltas realizadas nas vidas anteriores.

“Mas os vícios também numerosos aos quais se inclinam são o indício de uma grande imperfeição moral. Desta forma, por isso que Deus os colocou num mundo ingrato, para expiar suas faltas por meio de um trabalho penoso e das misérias da vida”.

Nem todos os espíritos se encontram na expiação

O Evangelho nos explica que nem todos os encarnados estão vivendo provas e expiações na terra. Devemos pensar que existem diversos tipos de espíritos convivendo conosco. Portanto, são almas de diversas escalas evolutivas e morais.

“Não obstante, não são todos os Espíritos encarnados na Terra que se encontram em expiação. Assim, as raças que chamais selvagens constituem-se de Espíritos apenas saídos da infância, e que estão, por assim dizer, educando-se e desenvolvendo-se ao contato de Espíritos mais avançados. Vem a seguir as raças semicivilizadas, formadas por esses mesmos Espíritos em progresso. Essas são, de algum modo, as raças indígenas da Terra, que se desenvolveram pouco a pouco, através de longos períodos seculares, conseguindo algumas atingir a perfeição intelectual dos povos mais esclarecidos. Os Espíritos em expiação aí estão, se assim nos podemos exprimir como estrangeiros. Já viveram em outros mundos, dos quais foram excluídos por sua obstinação do mal, que os tornava causa de perturbação para os bons.”

Desta forma, Deus, na sua infinita bondade e sabedoria, faz com que todos os povos possam se regenerar. Somos espíritos caracterizados pela rebeldia à Lei de Deus e vivemos na terra como exilados que lutam contra a perversidade dos homens e da cruel natureza. Em síntese, Deus nos proporciona a oportunidade de evoluir o espírito mesmo  no castigo.

Texto publicado em 3 de setembro de 2018.

 

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