O que é ter liberdade espiritual?

Humberto Pazian

Humberto Pazian responde a pergunta: O que é ter liberdade espiritual?. Qual liberdade temos na atualidade? As barreiras espirituais nos limitam? Qual a diferença da liberdade no passado e nos dias atuais? A moral tem relação com a ela? Veja mais na coluna Para Viver Bem.

Leitura complementar

Igualdade, liberdade e fraternidade para todas as criaturas!

Há alguns dias, uma decisão histórica do parlamento francês reafirmou as esperanças em um mundo onde todas as criaturas viverão em harmonia. Além disso, o status jurídico dos animais foi modificado na constituição, reconhecendo-os como seres sencientes e não mais como propriedade. Como não relacionar esse avanço moral com toda a coerência histórica da França?

Em meados do século 17,  tivemos o Iluminismo, trazendo um questionamento mais profundo sobre a humanidade e a valorização dos indivíduos. Em seguida, a Revolução Francesa, trazendo como lema “igualdade, liberdade e fraternidade” e, claro, tivemos a codificação do espiritismo por Allan Kardec.

Caso na Revista Espírita

Na Revista Espírita, 10º ano, Janeiro de 1867 tem um trecho que diz: “O Espiritismo, caminhando com o progresso, não será jamais ultrapassado, porque se novas descobertas lhe mostrarem que está em erro sobre um ponto, modificar-se-á sobre esse ponto; se uma nova verdade se revela, ele a aceita.”

Uma das tantas verdades inconvenientes, é que os animais sentem dor e medo. Dessa forma, um manifesto assinado por vários neurocientistas do mundo todo em 2012 afirma a existência da consciência em todos os mamíferos, aves e várias outras criaturas, como o polvo.

Até quando vamos ignorar o sofrimento dessas crianças espirituais, que condenamos à morte para alimentação (carnes, ovos, leite e mel), vestuário (lã, couro, seda, plumas e penas) e exploramos para fins de entretenimento (zoo, aquários, rodeios, rinhas, turismo, circos etc)?

Lembremos do capítulo XVIII do Evangelho Segundo o Espiritismo, que diz que a quem muito foi dado, muito será pedido. Além disso, não dá mais para dizer que não sabíamos.

Do livro Parábolas e Ensino de Jesus, 1ª Edição, Ano de 1928, Cairbar Schutel nos traz um grande ensinamento: “Ai dos indiferentes, dos acomodatícios, dos covardes, dos servis, que em proveito próprio aplaudem a injustiça! […] O indiferente é um anormal: tem cérebro e não pensa; tem coração e não sente; tem alma e não ama. O resignado não aparenta sofrimento, porque conhece a Lei de Deus e a ela se submete com humildade.”

Texto publicado em 23 de fevereiro de 2018. 

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