Mesmer – A ciência negada do Magnetismo Animal

Franz Anton Mesmer, foi um médico na suábio, linguista, advogado, músico e fundador da teoria do magnetismo animal que ficou chamada de mesmerismo. Nasceu em 1734 e desencarnou em 1815 na Alemanha.

Mas foi em 1775 que após muitas experiências, Mesmer reconhece que pode curar através de suas mãos.

Ele tinha a capacidade de transmitir energias pelas mãos.

E ainda explicava que as doenças era apenas um desequilíbrio de cada pessoa.

Nada como uma harmonização de energias curasse.

Mesmer assim como Chico Xavier não cobrava pelas cartas ele também não cobrava pelos passes magnéticos e dizia que tinha preferência em cuidar de distúrbios ligados ao sistema nervoso.  

Praticou durante anos esse método de tratamento em Viena e Paris, mas acabou sendo expulso de lá.

Alguns relatos consideram que houve muita inveja e acharam que ele estava lidando com bruxas e coisas do demônio, por conta disso, foi proibido de voltar para lá.

Em 1784, o governo francês nomeou uma comissão de médicos e cientistas para investigar suas atividades.

Benjamin Franklin foi um dos membros dessa comissão, que acabou por constatar a veracidade das curas, porém as atribuíram não ao magnetismo animal, mas a outras causas fisiológicas desconhecidas.

Mas ele, foi mudando de lugar para lugar, sempre praticando a sua mediunidade e ajudando todos que necessitavam, sem se queixar ou julgar.

Em dezembro de 1863, Allan Kardec recebeu uma comunicação espontânea assinada por Mesmer através do médium Sr. Albert. Confira a seguir a carta que fora publicada na Revista Espírita de 1864:

“Existindo no homem em diferentes graus de desenvolvimento, em todas as épocas a vontade tem servido tanto para curar quanto para aliviar.

É lamentável sermos obrigados a constatar que, também, foi a fonte de muitos males, mas é uma das conseqüências do abuso que, muitas vezes, o ser faz do livre arbítrio.

A vontade desenvolve o fluido, seja animal, seja espiritual, porque, como sabeis agora, há vários gêneros de magnetismo.

Em cujo número estão o magnetismo animal e o magnetismo espiritual que, conforme a ocorrência, pode pedir apoio ao primeiro.

Um outro gênero de magnetismo, muito mais poderoso ainda, é a prece que uma alma pura e desinteressada dirige a Deus.

“A vontade muitas vezes foi mal compreendida.

Em geral aquele que magnetiza não pensa senão em manifestar sua força fluídica, derramar o seu próprio fluido sobre o paciente submetido aos seus cuidados, sem se preocupar se há ou não uma Providência que se interesse pelo caso tanto ou mais que ele.

Agindo só não pode obter senão o que a sua força, sozinha, pode produzir, ao passo que os médiuns curadores começam por elevar sua alma a Deus e a reconhecer que, por si mesmos, nada podem.

Fazem, por isto mesmo, um ato de humildade, de abnegação; então, confessando-se demasiado fracos.

Deus, em sua solicitude, lhes envia poderosos socorros, que o primeiro não pode obter, já que se julga suficiente para a obra empreendida.

Deus sempre recompensa a humildade sincera, elevando-a, ao passo que rebaixa o orgulho.

Esse socorro que envia são os Espíritos bons, que vêm penetrar o médium de seu fluido benfazejo, o qual é transmitido ao doente.

Também é por isto que o magnetismo empregado pelos médiuns curadores é tão potente e produz essas curas classificadas de miraculosas, e que são devidas simplesmente à natureza do fluido derramado sobre o médium;

Enquanto o magnetizador ordinário se esgota, muitas vezes inutilmente, em dar passes,

o médium curador infiltra um fluido regenerador pela simples imposição das mãos, graças ao concurso dos Espíritos bons.

Mas esse concurso só é concedido à fé sincera e à pureza de intenção.”

Para saber mais sobre o assunto, assista:

Mesmer – Repensar

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Texto escrito por: Haila Vicente

Graduada em Rádio, TV e vídeo na FIAM FAAM – SP ,

assistente de mídias sociais na TV Mundo Maior.

Formada no curso de

Orientação e Educação Mediúnica no Grupo Espírita GEBEM – Guarulhos SP.

Nas horas vagas gosta de assistir filmes, séries, ler livros, estar com a família e amigos.

@hailavicente

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4 Comments

  • Boa tarde, fiquei com uma dúvida. No texto da página diz “Em janeiro de 1864, Allan Kardec recebeu uma carta de Mesmer que esclarece um pouco da sua história”, porém Mesmer faleceu em 1815. Como se deu o envio dessa carta, onde está publicada? Muito obrigado

  • Talvez Mesmer tenha entregue a Carta do Além, quem sabe da possibilidade?
    Quando Franz Mesmer desencarnou, A. Kardec tinha apenas 9 anos. Kardec nasceu em outubro de 1804. O texto é no mínimo obscuro. Fantasioso. Carece de correção imediata e estudo mais aprofundado de quem o publicou. Quase que acrescentei parte desta postagem a um trabalho que apresentarei amanhã (17.09.2019), mas vi a incoerência. Em 1864 (ano da carta), Kardec publicaria a terceira obra das cinco obras que nós as chamamos de básicas. Mesmer já teria partido há 49 anos. Kardec só iniciou seus estudos sobre Magnetismo em 1834, quando tinha 30 anos de idade e admitiu em 1857, depois do lançamento de O Livro dos Espíritos que o Magnetismo e Espiritismo são duas ciências correlatas, irmãs gêmeas e que uma não viveria sem a outra por todo o sempre.

  • Olá querido irmão. A carta em questão, transcrita no texto acima, foi retirada da edição de Janeiro de 1864 da Revista Espírita. Ela foi uma comunicação espontânea, passada em reunião mediúnica em 18 de dezembro de 1863, através do Médium Sr. Albert e assinada pelo Espírito Mesmer. Gratidão!

  • Olá querido irmão. A carta em questão, transcrita no texto acima, foi retirada da edição de Janeiro de 1864 da Revista Espírita. Ela foi uma comunicação espontânea, passada em reunião mediúnica em 18 de dezembro de 1863, através do Médium Sr. Albert e assinada pelo Espírito Mesmer. Gratidão!

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