Eutanásia de Animais na Visão Espírita

Um tema tão polêmico quando tratado sobre seres humanos não poderia ser diferente com os animais. A Eutanásia divide opiniões na classe veterinária e também diante dos donos que tentam separar o amor do sofrimento de seus bichinhos de estimação.

Os sofrimentos dos animais pertencem aos aprendizados necessários para cumprirem a lei do progresso, a qual são sujeitos, porém eles não progridem por vontade própria. A liberdade dos animais é limitada e não estão sujeitos à expiação, progredindo assim por força.

São, portanto, os seres humanos, responsáveis pelo cuidado e auxílio no progresso dos animais. Preservar suas vidas e garantir-lhes uma encarnação proveitosa é um bem que façamos a estes menos elevados e mais indefesos.

A Eutanásia, segundo o Médico Veterinário e Escritor Espírita, Marcel Benedeti, pode ser praticada depois de esgotada todos os recursos médicos de tratamento e cura.

Para Marcel, é assassinado quando a eutanásia acontece por comodidade, por exemplo,  abrigos que matam os animais casa não seja adotados num período determinado, ou por que os donos não tem a paciência necessária para realizar os cuidados.

Além do cuidado dos seres humanos desencarnados, os animais recebem a proteção e os cuidados de Espíritos Zoófilos que prestam assistência espiritual no momento do desencarne.

No caso da eutanásia, o veterinário aplica anestésicos que inibem a dor e tiram a consciência do animal. Neste momento a ligação do espírito do animal com o corpo se rompe parcialmente. É então que a assistência espiritual auxilia no desencarne quando é dada a dose letal.

Ressalto a responsabilidade que temos com os animais, tendo nós a consciência e liberdade de escolher por eles.

Profissionais responsáveis são fundamentais nos diagnósticos e tratamentos do animais, sendo necessário esgotar todas as possibilidades de cura.

As orações e uso de água fluidificada também devem ser aplicadas aos animais. Em prece, peça pela saúde de seu bicho de estimação. A espiritualidade amiga irá contribuir com uma ajuda de luz.

E lembre-se, adote. Dê um lar para um animal abandonado.

 

Para saber mais sobre o assunto, assista:

Eutanásia: libertação do espírito ou crueldade? / Almas & Pegadas

 

Fontes: Livro A Espiritualidade dos Animais de Marcel Benedeti; O Livro dos Espíritos (item Os animais e o homem); Rede Amigo Espírita; lemainstitutochicoxavier. Imagem ilustrativa retirada de vetanimal.

*Este texto é de responsabilidade de seu autor. Não representa necessariamente a opinião da TV Mundo Maior.

Escrito por: Ricardo Guelfi de Souza

Estudante de Jornalismo na Universidade Anhembi Morumbi. Estagiário de Marketing na TV Mundo Maior.

  

 

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6 Comments

  • Desculpe minha ignorância, mas uma doutrina que permite o consumo alimentício da carne e, concomitantemente, levanta a questão sobre se a prática de eutanásia em animais é ou não moralmente correto, soa hipócrita, não acham? Ou o espiritismo diferencia a lei do progresso entre um cachorro e uma vaca? A alma tanto de um animal quanto do outro, nesta caso o cachorro e a vaca, possuem menos ou mais direitos a progredir? E, caso sim, onde está escrito isso no pentateuco de Kardec?

    Não envio essa mensagem como crítica ou ironia, mas realmente esse ponto do espiritismo me causa sérias dúvidas pela sua flagrante incoerência.

    Saudações.

  • Amado irmão Carlos,
    Boa tarde!
    A Paz!

    Vou aqui expressar minha humilde opinião que, não necessariamente, retrata a verdade absoluta.

    Existe uma máxima de Alan Kardec na qual ele afirma: “dia chegará em que não precisaremos nos alimentar dos despojos sangrentos de nossos irmãos animais.” Inspirando-me nessa afirmação, percebo que ainda temos um corpo que necessita da proteína animal para exercer suas funções corretamente. Entretanto, conforme aprimoramos nosso mundo interior e estabelecemos cada vez mais uma conexão com os mundos celestiais através da prece, cultivo dos bons pensamentos, leituras edificantes, boas ações, reforma íntima etc, também vamos, aos poucos, nos desligando das necessidades mais materiais e buscando relações mais sublimadas referentes à alimentação e necessidades básicas que nos ligam ao nosso primitivismo inicial.

    Não é “pecado” comer carne no estágio em que nos encontramos, mas vamos aos poucos evoluindo e cada vez menos necessitando do alimento material, na forma como o conhecemos aqui na Terra.

    Já o animal que nos doa sua vida para nos alimentar, esse também se beneficia com nossa evolução e evolui também. E, como na natureza nada dá saltos, no estágio em que nos encontramos, ainda não conseguimos perceber tal evolução coletiva.

    Todas as vezes em que me encontro confusa acerca dos acontecimentos e fatos cotidianos e não encontro respostas que me satisfaçam, lembro que Deus está no comando de tudo é que ainda não somos capazes de compreendê-Lo em Sua grandeza, amor, justiça e misericórdia.

    Deus lhe abençoe grandemente, irmão Carlos!

    Abraço fraterno

    Débora

  • Obrigada por abordarem este importante assunto. Foi um bálsamo ler ex-assessor essa reportagem no momento em que eu me consumia neste dilema com o sofrimento da minha gatinha de quase 14 anos, que sofre dos rins e já fizemos todo o possível pra ela ficar bem.

  • Gratidão, querida!

  • Não precisamos de proteína animal para sermos saudáveis.
    As informações estão aí a todo o momento, cada vez mais mostrando que alimentação a base de vegetal é totalmente eficaz.
    A OMS há muitos anos mostra que embutidos são comprovadamente cancerígenos e que carnes de todos os níveis são possivelmente cancerígenos.
    Pecuária é a maior causa de desmatamento da amazônia, é onde está o maior consumo de água.
    Basta ter olhos de ver.
    É sim muito mais importante o que sai da boca do que o que entra, mas acredito que está mais que na hora dos espíritas saírem dessa desculpa de que é necessário pro corpo comer carne, não, não é. Quem acha isso, se informa.
    É mais bonito falar: eu gosto de carne, do gosto da textura e isso é mais forte do que minha piedade por animais.
    Sem desculpas…

  • Tenho um cachorrinho de 16 anos. Além de sua idade e sua demência , ele está com câncer. Faz uma semana que ele está internado. Infelizmente ele terá que fazer quimioterapia a cada semana. Decidi ir pela razão e não pelo coração. Ninguém mais do que eu e meu marido amamos mais ele, pois tiramos ele da rua ,e ensinamos para ele o amor o carinho o respeito. Da mesma forma que tiramos outros 5 da rua. E hoje decidimos abreviar a sua dor é sofrimento. Optamos pela eutanásia. O que podíamos ter feito por ele, fizemos.

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