Etiqueta e o verdadeiro homem de bem

jesus, o messias das naçõesVocê já ouviu falar por aí sobre as qualidades ou atributos que definem um homem de bem?

Essas tais qualidades foram citadas em passagem bíblicas pelos apóstolos de Cristo e são disseminados até hoje nas diversas filosofias, religiões e doutrinas cristãs mundo afora.

A maioria delas acredita que, seu pai, José foi o principal modelo de homem de bem que deve espelhar as atitudes dos seguidores de seu filho, justamente por ter sido ele, José, que inseriu Jesus nos ofícios e dinâmicas deste mundo.

Virtudes

Mesmo com algumas divergências oriundas das próprias religiões, pode-se dizer que todas elas citam uma série de virtudes que devem ser seguidas por todos aqueles que desejam seguir os passos do Mestre Jesus de Nazaré.

Dentre as qualidades mais conhecidas das igrejas, católica apostólica romana e, posteriormente, todas as vertentes do protestantismo, podemos citar:

  • Ser casto
  • Honrado
  • Trabalhador
  • Lutador
  • Fiel
  • Cavalheiro
  • Magnânimo
  • Servo
  • Justo

No entanto, as virtudes que compõem um cidadão de bem foram estudadas por muitos pensadores durante a história da humanidade. Assim como diversos conceitos que utilizamos até hoje na sociedade ocidental foram herdados da Grécia antiga, neste caso não seria diferente.

Um dos primeiros a escrever sobre o assunto foi o filósofo Platão.

Considerando as passagens do livro Deuteronômio da bíblia sagrada, capítulo 6: 4-6:

Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.

Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.

E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração

Podemos entender que, o amor descrito nesta passagem precisa ser entregue ao senhor como um hábito. O hábito do bem e do amor é a primeira medida que devemos tomar. Como uma disposição que fortalece a vontade de agir, não apenas fazer o bem por de maneira ordinária, mas sempre dar o melhor de si.

“Virtudes cardinais”

Platão, por sua vez denominou esse hábito com o nome de “virtudes cardinais”, por serem as primeiras e a fonte das demais, são elas:

  • Prudência
  • Fortaleza
  • Temperança
  • Justiça

Mesmo no estudo e exercício da ética, as características que se deve cultivar para a melhor convivência conosco e com o próximo também são abordados.

Na sua única obra, Ética a Nicômaco, o filósofo Aristóteles diz exatamente que a ética como comportamento serve para tornar as pessoas educadas para o bom e para o belo, visando a harmonia social.

Para ele, essa “grande ética”, precisa necessariamente ser ensinada pois nenhum ser humano nasce tendo consciência do que é ético ou não. Para que isso aconteça, precisamos ser submetidos a um processo educacional de sensibilização para o outro.

O único problema da visão aristotélica sobre a ética para ser um “homem de bem”, é que atualmente nós entendemos essa “grande ética aristotélica”, ética política e moral como a ética que deve apenas ser cobrada do outro, e não praticada. Isso nos faz cobrar essa noção de ética enquanto nos esquecemos de outro conceito, também criado por Aristóteles chamado “etiqueta”.

A etiqueta em nossas vidas

Essa pequena ética, chamada de etiqueta, não pode ser confundida com os modos à mesa, ou a habilidade de utilizar talheres específicos para cada refeição à mesa.

Etiqueta, no sentido filosófico, pode ser definida como a percepção do outro no espaço imediato. Isso quer dizer que, acima de tudo, etiqueta pode ser utilizada a todo momento no nosso dia a dia em forma de respeito. Respeito ao próximo e assim, respeito a si mesmo.

Parece simples, mas esse conceito básico de empatia com o próximo é o que define o conceito do verdadeiro homem de bem, descrito no capítulo 17, de O Evangelho Segundo o Espiritismo, intitulado “Sedes Perfeitos”:

A essência da perfeição é a caridade em sua mais larga acepção. Porque ela implica a prática de todas as outras virtudes.

Verdadeiro homem de bem

Sobre as características desse verdadeiro homem de bem, Allan Kardec nos instrui apresentando a seguinte passagem:

O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e de caridade em sua maior pureza. Se interroga a consciência sobre os seus próprios atos, pergunta a si mesmo se não violou essa lei; se não fez o mal. E ainda, se fez todo o bem que podia; se negligenciou voluntariamente uma ocasião de ser útil; se ninguém tem o que reclamar dele; enfim, se fez a outrem tudo o que quereria que se fizesse para com ele.

Assim como estamos acostumados a utilizar automaticamente quatro expressões essenciais para qualquer tipo de convivência: por favor, me desculpe, com licença e muito obrigado, também é possível tornar a empatia, a ação do bem e o amor ao próximo, um hábito em nossas vidas para alcançar a marca de verdadeiro homem de bem. E tudo isso começa com o uso correto de algo muito simples, a etiqueta.

 

Escrito por: Igor Oliveira

Assistente de Jornalismo, apresentador do Mundo Maior Repórter e estudante de jornalismo.

 

 

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