Espiritismo, livre-arbítrio e o direito a crítica

 

O escritor e consultor espírita, Marcus de Mario, escreveu um artigo sobre o que podemos fazer para ser críticos sem interferir no livre-arbítrio das pessoas.

A divulgação do espiritismo é rápida nos meios de comunicação, mas as críticas também aparecem com a mesma velocidade.

Para exemplificar, Mario relata a crítica que um ouvinte fez a ele sobre a divulgação da doutrina, numa rádio do Rio de Janeiro.

Desta forma, o ouvinte afirmou que não concordava com os esclarecimentos sobre a vida dados durante o programa. Assim, Mario explicou que o livre arbítrio é respeitado no espiritismo. O que ele e sua equipe fazem é apenas divulgar o espiritismo para esclarecer as pessoas. 

Devemos divulgar o espiritismo e não impor ele a quem quer que seja. “Divulgação e imposição são coisas bem distintas”, diz o artigo.

O Livro dos Espíritos complementa a explicação:

“Pois que tem a liberdade de pensar, tem a de agir. Sem o livre-arbítrio o homem seria uma máquina.”

Com isso, estaremos cumprindo a regra máxima do espiritismo, que é o de amar aos outros e respeitá-los como Jesus nos ensinou. Contudo, fazer aos outros aquilo que gostaríamos que fizessem conosco.

 

Espiritismo: Irmão X em “Cartas e Crônicas”

No mesmo artigo, Mario relembra de uma história contada pelo Irmão X, por meio da psicografia do médium Chico Xavier, no livro “Cartas e Crônicas”. O assunto era sobre como devemos não nos omitir sobre o espiritismo, porém, sem desrespeitar a crença de ninguém.

Nessa história, existem dois grandes amigos, Joaquim Mota (espírita) e Licímo Fonseca, que desencarnou recentemente. Quando Licímo partiu para o plano espiritual, ficou chateado com o Mota, que não o esclareceu sobre o espiritismo.

Mas Mota não fez isso para prejudicá-lo. E sim porque respeitava as ideias materialistas do amigo. Ao se encontrarem no mundo espiritual, Licímo o responsabilizou por seu sofrimento. Foi assim que Mota compreendeu seu papel no plano terreno, que seria o de divulgar o espiritismo. Isso é o nosso dever. Porém, sempre o façamos de forma respeitosa com os nossos semelhantes.

Fonte: O Clarim, de abril de 2018.

Por Leticia Lopes

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