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Editorial

Deus segundo a obra A Gênese

Deus, segundo a obra A Gênese

Enviado em 12 de junho de 2018 | Publicado por TV Mundo Maior

Deus, sendo a causa primeira de todas as coisas, o ponto de partida de tudo, a base sobre qual repousa o edifício da criação, é o ponto fundamental a considerar, antes de tudo.

É princípio elementar que se julgue uma causa pelos seus efeitos, mesmo que não se veja a causa.

A ciência vai mais longe: calcula o poder da causa pelo poder do efeito e pode até mesmo determinar sua natureza. É assim, por exemplo, que a Astronomia deduziu a existência de planetas em determinadas regiões do espaço, pelo conhecimento das leis que regem o movimento dos astros.

Mas ao buscá-los, encontrou-os, de modo que se pode dizer que, realmente, foram descobertos antes de terem sido vistos.

Numa ordem de fatos mais comuns, se estamos mergulhados em um denso nevoeiro, ao notar uma claridade difusa, julgamos que o sol está sobre o horizonte, motivo pelo qual ele não é visto.

Se um pássaro em pleno voo é atingido por um tiro mortal, deduzimos que um hábil atirador o acertou, embora não se veja o atirador.

Não é necessário ter visto uma coisa para saber que ela existe.

Em tudo, é observado os efeitos que se chega ao conhecimento das causas.

Deus é a suprema e soberana inteligência. A inteligência do homem é limitada, já que não pode compreender tudo o que existe; a de Deus, abrangendo o infinito, deve ser infinita.

Deus é eterno. Não teve começo nem terá fim.

Deus é imutável. Se fosse sujeito a mudanças, as leis que regem o universo não teriam nenhuma estabilidade.

Deus é imaterial. Sua natureza difere de tudo o que chamamos de matéria; de outro modo não seria imutável, pois estaria sujeito às transformações da matéria.

Deus é onipotente. Se não tivesse o supremo poder, poderíamos conceber um entre mais poderoso, e assim por diante, até que se encontrasse um ser cujo poder nenhum outro pudesse ultrapassar; este então seria Deus.

Deus é soberanamente justo e bom. A sabedoria providencial das leis divinas se revela nas menores e maiores coisas, e essa sabedoria não permite que se duvide nem da sua justiça nem da sua bondade.

Deus é infinitamente perfeito. É impossível conceber Deus sem o infinito das perfeições, sem o que não seria Deus, pois poderíamos conceber um ser possuindo o que lhe faltasse. Para que nenhum ser possa ultrapassá-lo, é preciso que ele seja infinito em tudo.

Deus é único. Pois a unidade de Deus é consequência do infinito absoluto das suas perfeições. Um outro Deus não poderia existir sem a condição de ser igualmente infinito em todas as coisas, porque se houvesse entre eles a mais ligeira diferença, um seria inferior ao outro, subordinado o seu poder e não seria Deus.

Este capítulo teve um significado especial para os leitores contemporâneos de Allan Kardec. Em alguns outros capítulos, ele se valeu de Ciências como Geologia, Fisiologia, Química, para tratar da Gênese do mundo e da vida.

Neste, também se vale de uma ciência filosófica de seu tempo, a teodiceia. A metafísica especial era dividida em três partes: Psicologia Racional (relações entre a alma e o corpo)

Dessa forma, se justifica a afirmativa de Allan Kardec na Revista Espírita de novembro de 1868: “A mais enérgica reação se opera a favor das idéias espiritualistas e que, como dissemos, toda defesa do espiritualismo racional abre o caminho para o Espiritismo, do qual é o desenvolvimento, combatendo seus mais tenazes adversários: o materialismo e o fanatismo.”

Para saber mais, assista:

Provas da Existência de Deus – Espiritismo sem Mistério

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

 

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