Culpa e Autoperdão

Quando penso em Culpa, penso que seja algo semelhante a uma água parada a beira de uma estrada de terra, uma poça de água suja, escura, com potencial de transmissão de doenças. Vejo que a culpa é semelhante a essa metáfora, é um sentimento parado em nosso coração, pode até ser pequeno, mas está lá em algum canto sujo e escondido.

Agora pense que estamos revestidos de sentimentos positivos como gratidão, humildade, amor e solicitude. Esses sentimentos são vestes brancas ou claras que reveste nosso corpo. Acontece que estamos percorrendo nosso caminho evolutivo, naquela estrada de terra, o caminho para a depuração moral. Se deixarmos a culpa escondida e fingirmos que ela não está ali, mais cedo ou mais tarde vamos pisar nela.

Lembrando que a culpa é a água suja que, se pisarmos nela podemos sujar nossas vestes. É como se a culpa pudesse de alguma forma prejudicar os sentimentos positivos que estamos nutrindo rumo a evolução. É claro que podemos ainda não estar preparados para lidar com a culpa que sentimentos, portanto, respeito o seu tempo e seu limite emocional.

Em algum momento precisaremos parar e refletir sobre esse sentimento com todos os atributos positivos que possuímos, pois eles irão te fortalecer, sejam eles fé, coragem, resignação. Mas precisaremos de um sentimento específico para esse processo de entender e lidar com a culpa que sentimos: o Autoperdão.

Culpa e Autoperdão

Devemos aprender a transformar os sentimento de culpa em autoperdão. É fundamental compreender nossa fragilidade moral e intelectual e o nosso estado evolutivo que está constantemente sujeito a erros, falhas, quedas. Somos seres humanos e assim buscamos a melhora em cada vivência e experiência da vida. A culpa é um sentimento nutrido através do conceito de pecado, não compreendido assim pelo Espiritismo.

Passamos por vivências diárias que nos ensinam e nos fazem espíritos melhores, mas isso ocorre em meio a vivência das falhas. O que nos torna seres melhoras é a compreensão e o aprendizado em meio aos erros. Sabendo compreender as falhas e não repeti-las estamos caminhando na estrada.

Não se culpe, tire as melhores lições de suas experiências, sejam elas positivas ou negativas e seja acima de tudo caridoso e benevolente consigo mesmo. Ser cruel e tirano com si próprio para se autopunir pelos erros não lhe fará uma pessoa melhor. Aprenda com a vida e aplique para si o amor em forma de perdão e caridade que Jesus pediu com a máxima: Amar ao próximo como a si mesmo.

 

Escrito por: Ricardo Guelfi de Souza

Estudante de Jornalismo na Universidade Anhembi Morumbi. Assistente de Mídias Sociais na TV Mundo Maior.

 

 

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