Considerações sobre Cartas de uma Morta

Mediunidade Hoje

Carlos Baccelli tece algumas considerações sobre o livro “Cartas de uma Morta”, de Chico Xavier, de autoria espiritual de Maria João de Deus. Nele, sabemos que a regeneração espiritual é possível pelo amor. Os espíritos que perderam o corpo e não souberam se preparar para o outro lado da vida, ficam apegados à matéria com os seus vícios, com seus prazeres e anseios. Muitos ficam apegados aos seus familiares e alguns levam muito tempo para se desvincularem do antigo ambiente familiar. Assim, surgem os questionamentos: por que é importante se preparar para o mundo espiritual? Como praticarmos o desapego do mundo material? Confira agora no Mediunidade Hoje.

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Leitura complementar

Por que o materialismo se opõe ao espiritismo?

O materialismo é uma doutrina que acredita ter todas as explicações à fenômenos naturais, sociais e mentais baseadas na matéria. A relação do ser humano com o físico coloca assim o corpóreo acima das relações extrafísicas.

Estando a matéria acima da alma ou do espírito é perceptível que os materialistas posicionem-se a partir do mundo material. Sendo assim, as pessoas cujo o conhecimento baseiam-se no palpável, direcionam suas ideologias e as justificam ante a matéria. Elas negam e excluem a existência do mundo espiritual.

Por séculos, aqueles que estudaram nossas sociedades e seus pensamentos, tal qual as ciências biológicas acerca da anatomia humana e do nosso universo, não puderam compreender a morte, nem explicar uma nova vida.

Deparando-se com o vazio da morte biológica como o fim da existência é compreensível imaginar que tenha-se apoiado no que era de mais próximo: o material.

É possível imaginar que as religiões possam ter amenizado algumas incertezas e medos, porém, ela instaurou alegorias “materiais” aos pensamentos humanos.

Reflexões sobre o tema

As religiões também se apegaram a rituais materialistas, os quais estiveram acima de suas próprias intenções. O uso de elementos palpáveis não substituem a fé, ou sua essência de amor e caridade.

O materialismo nos coloca em outras reflexões, como o próprio racismo, o orgulho que alimenta o desejo de superioridade. A inerência do racista está no visual ou palpável e é possível observar a diferença ante as várias etnias existentes em nosso planeta. Assim, eles fecham os olhos para a igualdade espiritual e os conhecimentos culturais de cada povo.

O conjunto dos fatores materialistas nos caminha ao consumismo e dependência à matéria. Além disso, valorizar demasiadamente os objetos mostra o quanto somos espíritos inferiores, aos quais sobrepõe o material ao espiritual.

Dessa forma, o ser humano criou muitas de suas soluções e auxílios para evolução com o apoio à matéria. O que está sendo colocado em pauta são os excessos e futilidades materiais que, não apenas  prejudicam o seu dia a dia, mas influenciam as próprias ideologias e relações dentro de uma sociedade.

A vida após a morte é uma realidade que ultrapassa o plano físico, porém, a Lei do Amor que rege a espiritualidade pode estar presente na terra e, por este motivo, aprendemos com a reencarnação. Em suma, devemos cada vez mais emanar o amor e fortalecer nossa fé, utilizando a matéria apenas como instrumento promissor de nossa evolução.

Texto publicado em 17 de janeiro de 2018. 

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