Como incentivar o diálogo em relação a política?

Jornal Nova Era

A equipe do Jornal Nova Era analisa de que forma o espírita pode ajudar nas questões políticas. São muitos questionamentos realizados neste programa. São eles: ser um cidadão de bem é falar que bandido bom é bandido morto? O bem está na prática de pequenos atos de caridade? Muitos cidadãos de “bem” estão brigando e terminando amizades por causa da politica, então como incentivar o diálogo? Com comentários de Silvio Lemos e Odair Zanella.

Leitura complementar

Visão e objetivo da Política

Cada vez mais destaca-se, no contubérnio das relações humanas, uma palavra – Política! A política internacional, nacional, das religiões, social, partidária, econômica, do cristianismo, de preços…

E a política por Aristóteles, passou a ter um caráter realístico para definir uma ordem de valores sociais e administrativos sobre o Estado. Tornando-se, com a sucessão dos tempos, um instrumento de constante variação conforme as épocas. São elas: idade Média, Renascença, Revolução francesa e métodos filosóficos de conceituação.

A busca do poder pelo homem, faz que se utilize de mecanismos políticos, quase sempre arbitrários, para atingir as metas que persegue.

Raramente são movimentados os recursos saudáveis e nobres para levá-lo à ascensão, a serviço do Estado.

Como consequência, a política para a conquista de valores não éticos, tornou-se repelente, passando a representar objetivos degradantes, *esconsos, subalternos.

Assim, o homem está fadado à conquista de si mesmo. Através da qual o poder perseguido avidamente em todos os estágios do comportamento social perde o seu significado de dominação.

O logro do poder temporal é precedido de aflições inomináveis e transcorre entre inquietações difíceis de catalogação. Para transferi-lo de mãos, torna-se fator dissolvente da paz íntima, ao tempo em que sequelas permanecem no âmago.

Na luta pelo poder todos os meios são lícitos, mas apenas para quem da política somente conhece os meandros escuros da politicagem.

A política representa em cada lugar a alma do povo que a acolhe

A vida social, as movimentações de valores aquisitivos não podem prescindir de uma política elaborada para o intercâmbio entre as Nações. O êxito porém, de tal empreendimento, funda-se no valor ético de cada indivíduo.

Aí está o fulcro da questão essencial: o homem na ação política e não a atividade política no homem.

A política do poder é inevitável, estrutura maquinismos de preservação e engendra fórmulas de sustentação dos seus interesses.

O político é um homem que aprende a movimentar-se conforme o seu e o interesse do grupo ou do partido. Não podendo olvidar-se da massa e do Estado que lhe confiam o dever de salvaguardar-lhes os interesses.

Somente quando o político esteja consciente da sua qualidade humana, iluminado por objetivos à superação dos interesses pessoais apaixonados, é que se desincumbirá dos vícios partidários.

O que precisamos fazer?

Falta claridade no discernimento da consciência política, que caracteriza a condição de inferioridade da Terra. Além disso, o progresso, porém, é inestancável. Geometricamente, ele produz resultados crescentes. Mas trabalhado nas conquistas dos valores que se multiplicam por si mesmos, fomenta a superação do pequeno cosmo dos interesses pessoais.

Desta forma, esse desafio se inicia na construção moral do homem saudável.

Assim, o homem ideal, não é o de Hegel, nem o de Marx, mas o de Cristo. Ele foi portador do amor afável, conhecedor da sua imortalidade, das finalidades existenciais.

Assim, ao invés de falar sobre o Evangelho da política, trabalhará pela política do Evangelho. Assim, dando-lhe estrutura nobre e consolidando os magnos ideais da Humanidade  Desta forma, sendo sintetizados na consciência do dever, na responsabilidade do ser e na produção do amar, como elementos essenciais para um mundo melhor.

Não está longe esse dia, que surgirá da grande noite, como a planta esquecida na semente arrebenta o solo e agiganta-se, assim também a política do pensamento do Cristo pairará soberana sobre as Nações, ensinando o respeito, a fraternidade, a liberdade, a justiça equânime e a igualdade de todos os homens perante a Lei, na desincumbência dos seus deveres, fruindo os direitos de ser feliz, que a todos será concedido.

José Maria da Silva Paranhos Júnior (Barão do Rio Branco). Página psicofônica recebida pelo médium Divaldo P. Franco, em 17/11/1999, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador-BA. Adaptado.

Texto publicado na RBN em 2 de maio de 2016. 

 

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