A roseira ferida 

a roseira ferida Penso que se pararmos para observar coisas simples que nos rodeiam, nossa mente de certo nos proporciona algum tipo de ensinamento sobre a questão em si. Trago como exemplo um momento de uma das minhas manhãs, passando pela entrada do prédio em que moro, observei a roseira no jardim, que por sinal eu quem cuido. Olhando bem notei uma folha machucada, ela tinha vários furos, cortes em toda a parte interna, mas o desenho da folha ainda estava lá. 

Por alguns instantes fiquei pensando a causa de todos aqueles ferimentos em uma das folhas da roseira, ao menos a que me chamou a atenção. A causa provável que viera à mente seria pequenos insetos que a comeram, mas essa hipótese durou pouco em minha mente, isso porque continuei olhando intensamente para a folha. Não poderia ser uma folha comida por insetos, ainda mais como disse, o desenho dela estava intacto, eram apenas as muitas ranhuras internas que estavam machucadas. 

Mas se eu apenas ficasse no momento presente tentando encontrar uma verdadeira razão para que a pobre folha da roseira estivesse machucada, jamais encontraria algo que tranquilizasse realmente o meu pensamento. Foi então que fui levado pela mente à noite anterior, na qual fora pega por uma enorme chuva com um ventos furiosos. “Fora a tempestade”; pensei. 

Mas como ainda me tirava certa paz tive que me pôr a pensar ainda mais. Foi quando vi os espinhos. A tempestade não causou as feridas nas folhas da roseira, foram seus próprios espinhos. O que quero dizer e talvez ainda não tenha ficado sob total lucidez, é que temos espinhos e eles são afiados por todas as nossas falhas e traumas. São perigosos e na maioria das vezes machucam as outras pessoas que tenta apenas chegar na rosa, ou seja, em nosso lado mais belo de se admirar. 

Acontece que na vida também passamos por tempestades severas e é quando o vento vira contra nós os nossos próprios espinhos, capazes de nos ferir gravemente, assim como os espinhos da rosa feriram suas folhas trêmulas pelo vento. O vento não é o culpado, percebe, ele de fato nos balançou, mas foram os próprios espinhos que feriram as folhas. 

Enquanto não for possível curar os espinhos que existem dentro de nós, estamos sujeitos a ferir as pessoas que se aproxima, seja consciente ou inconscientemente, e ainda pior, ferir a nós mesmos. Cuide da Rosa, cuide das folhas e também cuide dos espinhos. Você é especial, forte e capaz. Não permita mais machucar outras pessoas e se machucar. Trabalhe todas as suas questões e esteja mais leve e preparado para a vida. Seja a rosa, não seja os espinhos.

 

 

 

Ricardo Guelfi de SouzaEscrito por: Ricardo Guelfi de Souza

Estudante de Jornalismo na Universidade Anhembi Morumbi. Assistente de Mídias Sociais na TV Mundo Maior.

 

 

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