A morte é uma libertação? – Estudo do Evangelho

morteTrago-lhes dois itens do capítulo Bem-aventurado os aflitos da obra O Evangelho Segundo o Espiritismo para compreendermos um pouco sobre os enigmas da morte. Os itens “Perda de pessoas amadas. Mortes prematuras” e “Se fosse um homem de bem, teria morrido” nos direciona quanto a esse sentimento de perda de alguém bom que ainda teria uma longa vida a se viver. 

Primeiro é necessário compreender a presença de Deus na decisão da morte de um ser. De certo que uma família fica triste com a morte de um ente querido, mas conhecendo a espiritualidade e os ensinamentos do espiritismo, adquirimos a ciência de que os espíritos possuem o seu tempo de acordo com o seu caminho evolutivo. 

A pessoa jovem e boa que desencarnou cumpriu o seu tempo naquela encarnação, então não devemos duvidar da justiça de Deus perante essas questões. Uma das comparações mais claras que me foi ensinada correlaciona as existências terrenas ao cárcere. Se dois espíritos estão numa situação de cárcere e um deles recebe a oportunidade de liberdade, seria uma demonstração de egoísmo se o seu companheiro de cela quisesse que o indivíduo liberto permanecesse preso para suprir um possível sentimento de solidão. 

Que diríeis se um prisioneiro, que cumpriu a sentença contra ele pronunciada, fosse conservado no cárcere, ao mesmo tempo que restituíssem à liberdade um que a esta não tivesse direito? Ficai sabendo que a verdadeira liberdade, para o Espírito, consiste no rompimento dos laços que o prendem ao corpo e que, enquanto vos achardes na Terra, estareis em cativeiro.
(O Evangelho Segundo o Espiritismo)

O mesmo acontece com os espíritos. Nós, que ainda estamos em condições de provas e expiações, passamos pelo sofrimento e aflições terrenas, sendo assim é para o espírito uma libertação desencarnar e simboliza o cumprimento de seu tempo enquanto encarnado e um novo caminho a percorrer na vida espiritual. 

Cabe aos que ficam compreender as vontades de Deus e a naturalidade da morte, conforme nos ensina o espiritismo. Se a dor lhe aflige, converse com Deus, com os espíritos protetores e até mesmo com esse espírito recém desencarnado e peça que ele encontre luz e paz no caminho espiritual respeitando a vontade de Deus. A morte não é uma perda, é apenas um até breve é uma libertação. 

Fontes: O Evangelho Segundo o Espiritismo , Capítulo V – Bem-aventurados os aflitos.

Foto retirada do Canva.

 

Escrito por: Ricardo Guelfi de Souza

Estudante de Jornalismo na Universidade Anhembi Morumbi. Assistente de Mídias Sociais na TV Mundo Maior e apresentador do Podcast Direito de Ser da Rádio Boa Nova.

 

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