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Família Espiritual

Enviado em 8 de agosto de 2017 | Publicado por TV Mundo Maior

Nosso núcleo familiar consanguíneo é o primeiro agrupamento em que nos compete fazer o bem. Mas não é o único, pois nossa família é a humanidade inteira.

O Dicionário Aurélio define que família diz respeito a laços de parentesco. Contudo, não restringe o conceito a este tipo de afinidade: estipula que, por extensão, família significa “grupo de indivíduos que professam o mesmo credo, têm os mesmos interesses, a mesma profissão, são do mesmo lugar de origem, etc.”

Jesus explica o conceito de família espiritual na passagem do evangelho de Mateus, capítulo 12, versículos 46 a 50:

“Enquanto ele ainda falava à multidão, a mãe e os irmãos dele estavam de fora, procurando falar-lhe. E alguém disse-lhe: ‘olha, tua mãe e teus irmãos estão lá fora e procuram falar-te’. Mas ele respondeu ao que lhe falava: ‘quem é minha mãe e quem são meus irmãos’? E estendendo a mão para seus discípulos, disse: ‘Eis minha mãe e meus irmãos; porque aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe!”

Allan Kardec, no capítulo XIV de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” analisa esta passagem evangélica:

“Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação.

Não são os da consanguinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de ideias, os quais prendem os espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. Segue-se que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem então atrair-se, buscar-se, sentir prazer quando juntos, ao passo que dois irmãos consanguíneos podem repelir-se, conforme se observa todos os dias: problema moral que só o espiritismo podia resolver pela pluralidade das existências.” (Cap. IV, nº 13.)

Há, pois, duas espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e muitas vezes se dissolvem moralmente, já na existência atual.

Foi o que Jesus quis tornar compreensível, dizendo de seus discípulos: Aqui estão minha mãe e meus irmãos pelos laços do espírito, pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus é meu irmão, minha irmã e minha mãe.”

Naturalmente que essas passagens também não deve nos levar a conclusão de que a família em que encarnamos é de pouca importância. Não nascemos por acaso ou acidente em nenhum círculo familiar. Há pessoas que, em momentos de rebeldia, afirmam que “não pediram para nascer”. Contudo, ainda que não nos lembremos, a maioria da humanidade terrestre pede novas chances de aprendizado e reparação, dentro de nossas possibilidades de maturidade moral e intelectual. Nascemos onde, quando e com quem precisávamos, como lemos, no Livro dos Espíritos.

Com isso podemos definir que devemos fazer o bem a todos que estão a nossa volta, e não nos esquecer de um dos grandes ensinamentos de Chico Xavier:

“Mas caridade não é só praticarmos o bem para mostrarmos ao mundo o quanto somos caridosos, a caridade começa dentro de nossa casa, com nossa família, respeitando cada um que está perto de nós. Sermos tolerantes, pacientes, saber ouvir, falar e criticar também. Quando conseguimos fazer isso de coração, sem rancor, ódio, inveja, dentro de nossa casa, estaremos preparados para fazer caridade fora de nosso lar, ou seja estaremos felizes em receber amor, carinho, amizade. Não estaremos doando e sim recebendo. A partir do momento que somos humildes e aceitamos todos como são, nossa vida melhora e muito. Nós crescemos espiritualmente e sempre continuaremos a crescer. Vamos ser caridosos conosco mesmo. Vamos aproveitar a oportunidade de amar e sermos amados. Todos somos irmãos, filhos do mesmo Pai, não há necessidade de rivalidade, somos nós que dirigimos nossa vida para evolução maior. Não tenhamos medo de nada, a fé que possuímos nos levará ao caminho do bem.”

(Fonte: Lições do Espírito e Pensador)

Para saber mais sobre o assunto, assista:

Família Universal – A Caminho da Luz

 

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