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Cremação é uma tortura para o espírito?

Enviado em 12 de julho de 2017 | Publicado por TV Mundo Maior

Quando falamos sobre a maneira com que gostaríamos que encerra se essa “vida material” muitos dizem que querem ser cremados ao invés de enterrados. 

A cremação é uma das formas de se “despedir” desta vida. Nela o corpo é submetido a uma acelerada decomposição natural, em temperatura excessivamente elevada, reduzindo a matéria a pó em apenas duas horas, em vez de anos, como ocorre com o cadáver enterrado na terra. Em 2013 uma pesquisa apontou que apesar do crescimento dos últimos anos, a cremação tem um longo caminho a percorrer no Brasil. São 98,5% dos mortos sepultados e só 1,5% cremado. Como comparação, os EUA cremam 37%. O Japão, nada menos que 99,9%. As razões sanitárias e culturais influem nos índices diferenciados de cada região do planeta.

“Como o corpo não pertence a nós diretamente, é uma dádiva da natureza, é lícito e lúcido pensar na atualidade que não temos o direito de cremar, no sentido de destruir o corpo quando é um patrimônio que não nos pertence” afirma o expositor e escritor espírita, divulgador do espiritismo, apresentador do programa O Despertar da Consciência pela Rádio Boa Nova, Sebastião Camargo.

Os nobres amigos Índio Flexa Dourada e Dr. Bezerra de Menezes explicam: “Espalhem sempre que a cremação não é vista com bons olhos no Mundo Espiritual. Mesmo quando o Espírito já deixou totalmente o vaso físico, as lembranças ficam registradas na memória espiritual. Deixemos a Terra consumir aquilo que ela trouxe sem agressões. Tudo que radicalize, tudo que afronte a vestidura humana, interfere no equilíbrio espiritual. Tratemos bem de nosso vaso corpóreo. Façamos dele a morada de Deus. (…) Imaginem o acidente de um caminhão em alta velocidade, batendo contra uma muralha. A cremação é algumas vezes pior que isso”.

Sebastião Camargo complementa: “Se você não tem a lucidez para fazer isso é melhor não arriscar porque um dos espíritos mais lúcidos e conscientes no Brasil, no último século, que eu conheço Francisco Cândido Xavier, quando foi para outras dimensões, disse essas palavras: ‘não toque no meu corpo’, ou seja, devolva-o a natureza conforme ela me entregou com tudo o que pude gravar nele para as próximas gerações”.

A fenomenologia do processo (desencarnação) é processada a partir de condições físico / energéticas naturais e irreversíveis. “Sentir” esse processo em quaisquer circunstâncias vai depender do maior ou menor apego ao sensorial que o aprendizado no corpo exerce.

Portanto, sem o corpo o espírito sente a partir da impressão mental. Adquirir a convicção do prosseguir na vida em outra dimensão, “deixando” uma e vestindo outra roupa é preparar-se mentalmente para evitar aspectos “desagradáveis” do processo natural.

Na Índia, por exemplo, nas margens do rio Ganges há vários postos de cremação onde os mortos são queimados, ininterruptamente, e as cinzas encontram o destino final em suas águas. As famílias que trazem seus mortos para serem cremados, acreditam que eles serão purificados e se libertarão da servidão material.

Fonte da imagem: http://nigeriana.org

Para saber mais sobre o assunto, assista:

Cremação – Visão Espírita

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