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Evangelho e Reforma Íntima

A Eutanásia, a Medicina e o Espiritismo

Enviado em 25 de junho de 2014 | Escrito por Carla Mendrot | Publicado por TV Mundo Maior


eutanásiaEutanásia
 é a prática pela qual se abrevia a vida de um enfermo incurável de maneira controlada e assistida por um especialista. Independentemente da forma de eutanásia praticada, seja ela legalizada ou não (tanto em Portugal como no Brasil esta prática é considerada ilegal), ela é considerada um assunto controverso, existindo sempre prós e contras. Usada como pretexto de evitar sofrimento, é também conhecida como “morte piedosa”. Esta questão envolve também a medicina, que tem a finalidade de curar e sanar dores. No código de Ética Médica, por exemplo, está prescrito como dever do médico o cuidado de preservar a vida e a proibição, ao mesmo tempo, da utilização de meios destinados a abreviar a vida do paciente, ainda que a pedido desse ou de seu representante legal.

 

Em o “Evangelho Segundo o Espiritismo” está explicado: Um homem está agonizante, presa de cruéis sofrimentos. Sabe-se que seu estado é desesperador. Será lícito poupar-lhe alguns instantes de angústias, apressando-lhe o fim?

Quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus? Não pode ele conduzir o homem até à borda do fosso, para daí o retirar, a fim de fazê-lo voltar a si e alimentar ideias diversas das que tinha? Ainda que haja chegado ao último extremo um moribundo, ninguém pode afirmar com segurança que lhe haja soado a hora derradeira. A Ciência não se terá enganado nunca em suas previsões? … Pois bem: essa hora de graça, que lhe é concedida, pode ser-lhe de grande importância. Desconheceis as reflexões que seu Espírito poderá fazer nas convulsões da agonia e quantos tormentos lhe pode poupar um relâmpago de arrependimento… Minorai os derradeiros sofrimentos, quanto o puderdes; mas, guardai-vos de abreviar a vida, ainda que de um minuto, porque esse minuto pode evitar muitas lágrimas no futuro.” – S. Luís. (Paris, 1860.) Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo V, item 28.

Quem sabe então, não seja este um momento para aquele enfermo se reerguer, quem sabe neste período de sofrimento não esteja a resposta para tantas perguntas que fazemos durante a vida?

Devemos buscar entender que todo e qualquer sofrimento não vem à toa e nem é de graça. Mesmo que ainda não esteja claro, ele tem sim a sua glória e a sua importância nesta existência terrena.

 

E você? Acha justo praticar a Eutanásia e desligar o botão da vida de alguém?

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