Editorial

As Superstições e os animais

Enviado em 13 de janeiro de 2017 | Publicado por TV Mundo Maior

A superstição baseia-se em tradições populares que se transmitem de geração em geração para temer coisas inócuas. A sexta-feira 13 faz parte deste conceito infundado do misticismo não acrescentando em nada em nossas vidas e pior – prejudicando a vida de seres inocentes, tais como os pombos, galinhas, gatos, corujas, corvos entre outros animais.

No livro O que é Espiritismo por Allan Kardec, temos a seguinte definição de que “A Doutrina Espírita é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os espíritos; como filosofia, compreende todas as consequências morais que dimanam dessas mesmas relações.” Logo, ela nos traz orientações sobre como devemos agir em meio a superstições dado que a ciência descarta as crendices, por não terem fundamento lógico. Em o Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap XIX, item 7 temos “Para crer, não basta ver; é preciso, sobretudo, compreender. A fé cega já não é deste século.” Em outras palavras, o desconhecimento da verdade faz com que o homem permaneça na ignorância, que o conduz à fé cega.

Como acreditar que animais tão belos como o gato preto, a coruja, corvos entre outros, seriam capazes de provocar o mal? Aprendamos a viver livres de crendices ou superstições, tomando como responsabilidade buscar continuamente nosso próprio aperfeiçoamento, ao invés de nos prendermos a ideias impostas para nos criar temor e a de ignorar e maltratar seres que não podem se defender. No livro Gênese da Alma, no Capítulo Apelo em Favor dos Animais, Cairbar Schutel nos coloca: “Sede bons para com os vossos irmãos inferiores, como desejais que o Pai celestial vos cerques de carinho e amor!”

Nossa felicidade ou desgraça estão nas posturas e nos comportamentos que adotamos. Graças a Deus, que “a humanidade progride pelo desenvolvimento da inteligência, do senso moral e do abrandamento dos costumes.” em A Gênese, Capítulo XVIII, Item 2. Sejamos portanto verdadeiramente irmãos mais velhos dos animais, essas almas queridas que foram confiadas a nós com o dever de ampará-los e não de ignorá-los!

*Este texto é de responsabilidade de seu autor. Não representa necessariamente a opinião da TV Mundo Maior.

Assista a animação Tradições – Superstições e os animais

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AnaTexto escrito por Ana Talavera
Publicitária, ativista e vegana, atua com projetos sociais nos Criativos do Bem. Trabalhou na ONG Instituto Nina Rosa – projetos por amor à vida, produzindo materiais educativos sobre Direitos Animais e Educação Humanitária. É aluna do curso mediúnico no Centro Espírita Nosso Lar Casas André Luiz, ASSEAMA (Associação Espírita Amigos dos Animais) e integrante da banda Sol de Outubro em São Paulo/SP.

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