Editorial

Queremos a Paz ou a divisão?

Enviado em 22 de junho de 2015 | Publicado por TV Mundo Maior

Dizemos querer a paz. E desejamos tanto conquistá-la que acabamos brigando, discutindo, ofendendo em nome dessa busca, obtendo, assim, o oposto… É também usual ouvirmos que a vida é uma batalha, que é necessário matar um leão por dia, que devemos lutar contra nossos vícios e “defeitos” etc. Há pesquisas que também tratam da pacificação e nos trazem informações interessantíssimas, como o Índice Mundial da Paz (GPI — Global Peace Index) de 2015, divulgado em Londres, em 17 de junho pelo Instituto para Economia e Paz (IEP — Institute for Economics and Peace). Esse estudo sinaliza que a escalada das guerras civis e a consequente crise de refugiados estiveram entre os principais fatores do aumento do custo de contenção da violência global.

O IEP, entre várias outras conclusões, mostra que, desde 2008, o total do impacto econômico da violência aumentou em US$ 1,9 trilhão (+15,3%) e hoje 1% da população do mundo é de pessoas deslocadas internamente (PDI). O impacto da violência na economia global atingiu o valor de US$ 14,3 trilhões ou 13,4% do PIB global de 2014, o que é equivalente às economias combinadas de Brasil, Canadá, França, Alemanha, Espanha e Reino Unido.

 Falando de nossa região, o estudo informa o declínio geral da violência na região da América do Sul, situando-se abaixo da média global, apesar de deteriorações notáveis na pontuação de Uruguai, Venezuela e Brasil. Três são os países responsáveis pela evolução positiva nos indicadores da região: Peru, que registra reduções na quantidade de mortes causadas por conflitos internos organizado; Chile, com melhoria em sua pontuação no que diz respeito à transferência de armas; e Equador, que reduziu a escalada do terrorismo político com reflexos na quantidade e na duração de conflitos internos.

Resultados positivos também são notados na Islândia – país mais pacífico do mundo – e nos membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que atingiram níveis historicamente altos de paz, graças a quedas nas taxas de homicídio, nos níveis de dispêndios militares e nas ações militares.

Ao tomar conhecimento dessas informações é-me impossível não recordar Jesus, que, quando esteve encarnado entre nós, segundo dois evangelistas (Mateus, X: 34-36 e Lucas, XII, 49-53), falara que não veio trazer paz à Terra, mas separação, guerra e divisão. Há várias leituras possíveis para esses dizeres, inclusive há aqueles que entendem que Jesus não teria dito essas palavras. Eu, particularmente, fico com o que está no capítulo XXIII de O Evangelho Segundo Espiritismo, cuja leitura sugiro.

Em seu primeiro discurso público (Sermão do Monte), Jesus nos alerta para o fato de que onde estiver nosso pensamento, lá estará nosso coração (Mateus 6:21). Recomenda, ainda, que busquemos o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas nos serão dadas em acréscimo (Mateus 6:33). O desafio é: se queremos a paz, pensemos na paz e ajamos na paz, com tolerância, alegria, delicadeza, cientes de que, como nos mostra o vídeo Lição de vida, além de sonharmos devemos estar dispostos a fazer tudo que for eticamente correto para lá chegar, muitas vezes rompendo com convenções institucionalizadas.

 

Confira este lindo vídeo chamado “Lição de Vida”

 

Sugestão de leitura:

  • Leitura – O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, capítulo XXIII itens 9 a 18.

 

Texto escrito por Katia Penteado

Kátia

Jornalista e empresária, trabalha na área de educação de casas espíritas, com adultos. Atua na SEETO, integrando tanto a equipe do Curso de Expositor quanto a de monitores da Escola de Doutrina Espírita. A ação se estende à União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo – USE, onde, em âmbito estadual, está como secretária do Departamento do Estudo Sistematizado de Doutrina Espírita – ESDE e responsável pelo ESDE na região da Grande São Paulo, Vale do Paraíba, Baixada Santista e Vale do Ribeira. Profere palestras em casas espíritas e tem artigos

 

 

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