Editorial

Os irmãos bovinos do Pará

Enviado em 19 de outubro de 2015 | Publicado por TV Mundo Maior

Com o recente naufrágio do navio de 117 metros de comprimento (tamanho de um campo de futebol) carregado com 5.000 bois vivos no Pará, foi presenciado aterrorizantes momentos da população local abatendo esses animais ali mesmo, desconsiderando qualquer vestígio de compaixão com esses irmãos que passaram pelo trauma do afogamento. Como entender a selvageria de alguns seres humanos em sentir prazer por matar?

Em nossa sociedade atual, todas as destruições que fazemos em massa para com os animais são completamente desnecessárias. “Que se deve pensar da destruição, quando ultrapassa os limites que as necessidades e a segurança traçam? Da caça, por exemplo, quando não objetiva senão o prazer de destruir sem utilidade?” e a resposta categórica do Espírito da Verdade na questão 735: “Predominância da bestialidade sobre a natureza espiritual. Toda destruição que excede os limites da necessidade é uma violação da lei de Deus. Os animais só destroem para satisfação de suas necessidades; enquanto que o homem, dotado de livre-arbítrio, destrói sem necessidade. Terá que prestar contas do abuso da liberdade que lhe foi concedida, pois isso significa que cede aos maus instintos.”

Quando mudamos nossa perspectiva de nos relacionarmos com os outros, com os animais e com planeta, chega o momento de abandonarmos o consumo animal e adaptarmos nossas atitudes de forma mais coerente com o que queremos ver no mundo. Um ambiente de mais tolerância, menos violência e de paz. Nós não podemos ficar presos a conceitos e padrões absolutamente ultrapassados e desnecessários. Na resposta da questão 729 do LE temos “Toda destruição antecipada obsta ao desenvolvimento do princípio inteligente.” na 734 vemos “O abuso [dos animais] jamais constituiu direito.”

A vaidade do homem hoje exige que 70 bilhões de animais sejam abatidos anualmente, forçando que a maioria dos grandes animais terrestres, sensíveis com sentimentos, emoções e necessidades sejam forçados a viver em uma linha de produção industrial como se fossem apenas objetos. Se a indústria da carne não fosse tão financiada pelo consumo da maioria da população, este holocausto já teria sido proibido. Lembremos da A Gênese, cap. VII, item 32 em que diz que “O orgulho levou o homem a dizer que todos os animais foram criados por sua causa e para satisfação de suas necessidades(…)”.

Que Deus abençoe estes irmãos que se afogaram e aqueles que foram mortos para o consumo humano. Torcemos para que a demanda de comer carne diminua até seu tão esperado fim, a ponto de libertar a humanidade do vampirismo que prejudica nosso planeta e todos os seres viventes!

*Este texto é de responsabilidade de seu autor. Não representa necessariamente a opinião da TV Mundo Maior.

Assista a matéria realizada pelo Fantástico da Globo sobre as irregularidades e crueldade em abatedouros legalizados

 

Texto escrito por Ana Talavera:

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Publicitária, ativista e vegana, atua com projetos sociais nos Criativos do Bem. Trabalhou na ONG Instituto Nina Rosa – projetos por amor à vida, produzindo materiais educativos sobre Direitos Animais e Educação Humanitária. É aluna do curso de Espiritualidade dos Animais na ASSEAMA (Associação Espírita Amigos dos Animais), integrante da banda Sol de Outubro e Secretária de Comunicação da 1ª Assessoria do Departamento de Mocidade da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo (DM/USE).

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