Editorial

Igualdade, liberdade e fraternidade para todas as criaturas!

Enviado em 23 de fevereiro de 2015 | Publicado por TV Mundo Maior

Há alguns dias, uma decisão histórica do parlamento francês reafirmou as esperanças em um mundo onde todas as criaturas viverão em harmonia. O status jurídico dos animais foi modificado na constituição, reconhecendo-os como seres sencientes e não mais como propriedade. Como não relacionar esse avanço moral com toda a coerência histórica da França?

Em meados do século XVII tivemos o Iluminismo, trazendo um questionamento mais profundo sobre a humanidade e a valorização dos indivíduos. Em seguida, a Revolução Francesa, trazendo como lema “igualdade, liberdade e fraternidade”, e claro, tivemos a codificação do Espiritismo por Kardec. Na Revista Espírita, 10º ano, Janeiro de 1867 tem um trecho que diz: “O Espiritismo, caminhando com o progresso, não será jamais ultrapassado, porque se novas descobertas lhe mostrarem que está em erro sobre um ponto, modificar-se-á sobre esse ponto; se uma nova verdade se revela, ele a aceita.”

Uma das tantas verdades inconvenientes, é que os animais sentem dor e medo. Um manifesto assinado por vários neurocientistas do mundo todo em 2012 afirma a existência da consciência em todos os mamíferos, aves e várias outras criaturas, como o polvo. Até quando vamos ignorar o sofrimento dessas crianças espirituais, que condenamos à morte para alimentação (carnes, ovos, leite e mel), vestuário (lã, couro, seda, plumas e penas) e exploramos para fins de entretenimento (zoo, aquários, rodeios, rinhas, turismo, circos etc)? Lembremos do capítulo XVIII do Evangelho Segundo o Espiritismo, que diz que a quem muito foi dado, muito será pedido. Não dá mais para dizer que não sabíamos.

Do livro Parábolas e Ensino de Jesus, 1ª Edição, Ano de 1928, Cairbar Schutel nos traz um grande ensinamento: “Ai dos indiferentes, dos acomodatícios, dos covardes, dos servis, que em proveito próprio aplaudem a injustiça! […] O indiferente é um anormal: tem cérebro e não pensa; tem coração e não sente; tem alma e não ama. O resignado não aparenta sofrimento, porque conhece a Lei de Deus e a ela se submete com humildade.”

 

Confira este vídeo em que Philip Wollen, ex vice-presidente do Citibank, faz um apelo emocionante pelos animais.

 

 

Ana Paula TalaveraTexto escrito por Ana Talavera:

Publicitária, ativista e vegana, atua com projetos sociais nos Criativos do Bem. Trabalhou no Instituto Nina Rosa – projetos por amor à vida, organização sem fins lucrativos produzindo materiais educativos sobre defesa animal, educação humanitária e veganismo. É aluna do curso de Espiritualidade dos Animais na ASSEAMA (Associação Espírita Amigos dos Animais) e integrante da banda Sol de Outubro de São Paulo/SP.

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