Editorial

A Humanização dos animais

Enviado em 3 de fevereiro de 2016 | Publicado por TV Mundo Maior

Os espíritos que habitam corpos de animais carecem dos mesmos deveres e necessidades que os espíritos em fase de humanidade? Definitivamente não. Para compreender melhor essa diferença, precisamos contextualizar sobre a Lei de Progresso. Sendo Deus infinitamente justo e bom, há de se compreender que todas suas leis se estendem para todos os seres de Sua criação.
A evolução do espírito vem atrelada ao aumento de responsabilidade moral e da capacidade de raciocínio, dado que o progresso é a lei da Natureza, lei essa que todos os seres da Criação foram submetidos pela bondade de Deus (ESE, Cap III, Item 19). Os animais não têm os mesmos deveres que nós humanos pois não possuem expiação, eles evoluem pela força das coisas pela questão 602 do LE, também não têm o entendimento do bem e do mal e da responsabilidade de seus atos, mas nós sim, por isso apenas os humanos serão cobrados pelos infringimentos das leis divinas; dado que somente os humanos são dotados da razão e do pensamento contínuo – capacidade de desenvolvimento tecnológico, novas invenções etc.
Contudo, os animais possuem outros atributos além do instinto que são essenciais para a continuidade de sua existência e aprendizado na Terra. Eles são dotados de inteligência, consciência e emoções, fazendo-lhes ter a capacidade de sentir dor, por exemplo. É uma verdade inconveniente que eles sofrem, logo “O homem, que pensa, é responsável pela preservação da vida, que se manifesta em outros matizes e faz parte do conjunto que lhe sustenta a existência, possibilitando a evolução de todos os seres e princípios vitais.” (Plenitude, IV Cessação de Sofrimento, Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Franco).
Isso não significa que devemos tratá-los como humanos no sentido de enfeitá-los, pintar suas unhas, pelos, oferecer-lhes mansões, joias, dinheiro e outros adornos de testamento – como vemos nas mídias convencionais -, o que não contribui em nada para sua existência terrena. Essa humanização custa caro aos animais que percorrem a encarnação em desequilíbrio, tornando-se objetos de desejo e projeções dos humanos.
Tenhamos bom senso, fazendo jus à nossa capacidade de raciocínio e observação, não confundindo humanização com respeito, reconhecendo que nós temos responsabilidades e obrigações para com os seres inferiores da mesma forma que os Espíritos Superiores têm para conosco vide parte da resposta na questão 888ª da Lei de Justiça, Amor e Caridade: “(…) Sede brandos e benevolentes para com tudo o que vos seja inferior. Sede-o para com os seres mais ínfimos da criação e tereis obedecido à lei de Deus.”

*Este texto é de responsabilidade de seu autor. Não representa necessariamente a opinião da TV Mundo Maior.

Assista o vídeo da advogada Lesli Bisgould sobre a relação que os humanos possuem com os animais e o porque eles precisam ser incluídos na comunidade moral

 

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Texto escrito por Ana Talavera
Publicitária, ativista e vegana, atua com projetos sociais nos Criativos do Bem. Trabalhou na ONG Instituto Nina Rosa – projetos por amor à vida, produzindo materiais educativos sobre Direitos Animais e Educação Humanitária. É aluna do curso mediúnico no Centro Espírita Nosso Lar Casas André Luiz, ASSEAMA (Associação Espírita Amigos dos Animais) e integrante da banda Sol de Outubro em São Paulo/SP.

 

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