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Editorial

A festa de Natal e os animais

Enviado em 23 de dezembro de 2015 | Publicado por TV Mundo Maior

As palavras do atual Papa na mídia: “Estamos perto do natal, haverá luzes, festas, árvores iluminadas e presépios, mas é tudo falso!” soaram tão verdadeiras que não pude deixar de fazer uma relação clara entre nossos irmãos menores e o período festivo em que estamos.

Sabemos bem que o período da Santa Inquisição deixou graves sequelas para a humanidade. Em nome de Jesus, sacerdotes católicos modificaram os ensinamentos do Mestre desvirtuando toda sua obra promovendo guerras e muitas desgraças condenando todos aqueles que eram contra os dogmas pregados pela Igreja Católica.

Após muitos anos, um manuscrito foi encontrado pelo reverendo inglês Gideon Ouseley no ano de 1880, chamado O Evangelho dos Doze Santos num monastério budista na índia, escrito em aramaico – a língua que Jesus falava – que teria sido levado para o Oriente por essênios refugiados. Nesta versão desconhecida do Novo Testamento se revela um Jesus que defendia a crença na reencarnação e era vegetariano, pois condenava o próprio morticínio dos animais. Um trecho deste manuscrito dentre vários, chama atenção: “Vim para abolir as festas sangrentas e os sacrifícios.” Afinal, há alguma dúvida, que Jesus permitiria compactuar com a dor? “Quando o Cristo veio anunciar a Boa Nova, não ordenou o sacrifício do sangue: ocupou-se unicamente do Espírito”, é o que está na Revista Espírita, no Ano de 1862, no item “Sobre a alimentação do homem”.

Em períodos festivos como o Natal é de praxe enchermos nossas casas com presentes, família e amigos e ainda sim nos deleitarmos em mesas repletas de cadáveres dos nossos irmãos menores, acreditando estarmos condizentes com Jesus nas festividades. Transformamos reuniões familiares em risadas, em meio ao sofrimento de seres indefesos que são representados humildemente nos presépios colocados ao lado das árvores iluminadas, como bem citou o Papa Francisco.

Nas casas espíritas, ainda promovemos eventos ditos fraternos acreditando realmente que o oferecimento de feijoadas, lasanhas e fricassés recheados de sofrimento, estaremos condizentes com o Evangelho. Contribuímos na perpetuação de uma tradição longe de ser coerente com o progresso. Qual a coerência em insistir em falarmos sobre caridade e reforma íntima e não nos preocuparmos em discutir sobre as mudanças diárias que interfere na vida de outros seres? Estamos mesmo refletindo e modificando nossos atos e hábitos milenares, ou apenas repetindo palavras daquilo que escutamos?

Precisamos muitas vezes “afirmar a verdade embora contra nós mesmos”, já nos deixou Alexandre, mentor de André Luiz no livro Missionários da Luz. A todos nós cristãos e espíritas, devemos o quanto antes abrir os olhos e tirar o véu da face. Podemos ser útil e fazer o bem, quando decidimos fazê-lo (O Livro dos Espíritos, 643). Sejamos portanto verdadeiros espíritas, direcionando nossos esforços pela nossa transformação moral dia após dia, como nos recomenda O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap XVII, Item 4, começando pelas palavras de Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida!” Informe-se para ter um Natal sem crueldade na mesa, acesse: www.sejavegano.com.br.

*Este texto é de responsabilidade de seu autor. Não representa necessariamente a opinião da TV Mundo Maior.

Assista esse vídeo e aventure-se fazendo uma receita maravilhosa para o Natal sem usar alimentos com origem animal

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AnaTexto escrito por Ana Talavera
Publicitária, ativista e vegana, atua com projetos sociais nos Criativos do Bem. Trabalhou na ONG Instituto Nina Rosa – projetos por amor à vida, produzindo materiais educativos sobre Direitos Animais e Educação Humanitária. É aluna do curso mediúnico no Centro Espírita Nosso Lar Casas André Luiz, ASSEAMA (Associação Espírita Amigos dos Animais) e integrante da banda Sol de Outubro em São Paulo/SP.

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