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Editorial

Entenda o conceito de família mosaico

Enviado em 11 de agosto de 2017 | Publicado por TV Mundo Maior

Os laços de sangue não estabelecem necessariamente os laços espirituais. O espírito precede ao corpo. O pai não gera o espírito do filho: fornece-lhe apenas o envoltório corporal. Porém, ele deve ajudar seu descendente no desenvolvimento intelectual e moral, para o fazer progredir.

Os espíritos que se encarnam numa mesma família, sobretudo, como parentes próximos são, com mais frequência, os espíritos simpáticos. Eles são ligados por relações anteriores, que se traduzem pela afeição durante a vida terrena.

Mas pode ainda acontecer que esses espíritos sejam completamente estranhos uns para os outros, separados por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem também por seu antagonismo na terra, a fim de lhes servir de prova. Os verdadeiros laços de família não são, portanto, os da consanguinidade, mas os da simpatia e da comunhão de pensamentos, que unem os espíritos, antes, durante e após a encarnação.

Donde se segue que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem, atrair-se, procurar-se, tornarem-se amigos, enquanto dois irmãos consanguíneos podem repelir-se, como vemos todos os dias. Problema moral, que só o espiritismo podia resolver, pela pluralidade das existências. (Ver no Livro dos Espíritos na questão 13)

Há, portanto, duas espécies de famílias: as famílias por laços espirituais e as famílias por laços corporais. As primeiras, duradouras, fortificam-se pela purificação e se perpetuam no mundo dos espíritos, através das diversas migrações da alma. As segundas, frágeis como a própria matéria, extinguem-se com o tempo, e quase sempre se dissolvem moralmente desde a vida atual. Foi o que Jesus quis fazer compreender, dizendo aos discípulos: “Eis minha mãe e meus irmãos”, ou seja, a minha família pelos laços espirituais, pois “quem quer que faça a vontade de meu Pai, que está nos céus, é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

A hostilidade de seus irmãos está claramente expressa no relato de São Marcos, desde que, segundo este, eles se propunham a apoderar-se dele, sob o pretexto de que perdera o juízo. Avisado de que haviam chegado, e conhecendo o sentimento deles a seu respeito, era natural que dissesse, referindo-se aos discípulos, em sentido espiritual: “Eis os meus verdadeiros irmãos”. Sua mãe os acompanhava, e Jesus generalizou o ensino, o que absolutamente não implica que ele pretendesse que sua mãe, segundo o sangue, nada lhe fosse segundo o espírito, só merecendo a sua indiferença. Sua conduta, em outras circunstâncias, provou o contrário.

(Fonte: Amigo Espirita 1.bp.blogspot.com)

Para saber mais sobre o assunto, assista:

Família Mosaico – Vínculos

Parte 1

Parte 2

Parte 3

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