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Editorial

Conheça os mitos e verdades na visão espírita sobre Maria, mãe de Jesus

Enviado em 13 de fevereiro de 2018 | Publicado por TV Mundo Maior

Para algumas religiões, a concepção de Maria é tida como um milagre, através da ação do “Espírito Santo”. Este fato, explicaria uma fecundação assexuada. Já segundo a doutrina espírita, não existem milagres, todos os acontecimentos fazem parte da Lei Natural. Deus, em sua infinita perfeição, criou as normas que devemos seguir e não há a necessidade do Criador realizar milagres para provar sua grandiosidade. A questão dos milagres para o espiritismo é elucidada em “A Gênese”, no tópico, “Faz Deus milagres?”

“Não sendo necessários os milagres para a glorificação de Deus, nada no Universo se produz fora do âmbito das leis gerais. Deus não faz milagres, porque, sendo como são, perfeitas as suas leis, não lhe é necessário derrogá-las. Se há fatos que não compreendemos, é que ainda nos faltam os conhecimentos necessários. “

O fato de Jesus ter sido gerado de forma milagrosa, contraria as vias normais de reprodução, e, para o espiritismo, esta é uma questão relevante, uma vez que a reprodução humana faz parte das Leis Naturais de Deus.

A doutrina codificada por Allan Kardec não nega a participação do “Espírito Santo” na concepção de Jesus, até porque sua reencarnação foi minimamente planejada pela espiritualidade superior (aqui entra a participação do “Espírito Santo”). Entretanto, a fecundação de Maria se deu por vias normais, através de relação sexual entre ela e José, como acontece entre todos os casais.

Mas então, como surgiu o mito da virgindade de Maria?

Acredita-se que a igreja tenha disseminado essa tese, a fim de diminuir a promiscuidade entre as pessoas. A prática sexual naquela época, era permitida apenas com o intuito de procriação, isso para não provocar a extinção da raça humana. Quanto menor fosse a relação sexual entre os casais, menor seriam os seus pecados.

Jesus com o passar do tempo tornou-se uma figura mitológica e, como sendo um Deus, não poderia ter nascido do pecado original cometido por Adão e Eva. Apesar dessas considerações, o Novo Testamento utiliza o termo: “O Filho do Homem” 88 vezes. Esse termo refere-se a Jesus como um ser humano, e como tal, seu nascimento só poderia ter acontecido de forma natural.

Nas epístolas de Paulo, que são os registros mais antigos contidos na bíblia, não há evidências da virgindade de Maria, o apóstolo refere-se a ela apenas como a mãe de Jesus. Os evangelhos bíblicos reforçam ainda que Maria e José tiveram outros filhos, não podendo persistir a virgindade de Maria:

“Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua mãe? Não são seus irmãos Tiago, José Simão e Judas?” (Mateus 13, 55)

É certo que Maria faz parte de um grupo de espíritos evoluídos que vieram para preparar a chegada de Jesus. É um espírito tão puro, que recebeu a missão nobre de conduzir o governador da Terra, modelo e guia da humanidade. Maria é sinônimo de amor, prova disto foi a sua resignação ao presenciar o sofrimento de seu filho, em nome da salvação da humanidade. E é por isso que este espírito desperta tanta simpatia e admiração entre as pessoas. Há quem acredite que, pedir a intercessão de Maria é o método mais eficaz de se chegar a Jesus, pois um filho não negaria o pedido de uma mãe.

Na literatura espírita, encontramos vários registros sobre Maria na espiritualidade. O livro “Memórias de um Suicida”, descreve as atividades da legião dos servos de Maria, um grupo de espíritos especializados no resgate de suicidas nas zonas inferiores, após o socorro dos réprobos e os mesmos são encaminhados ao Hospital Maria de Nazaré. Esta instituição é dirigida pela mãe de Jesus. Camilo Cândido Botelho, autor espiritual desta obra, relata que a tarefa de cuidar de espíritos suicidas não poderia ser desempenhada por outro espírito a não ser Maria, por ela ser a referência de amor e dedicação fraternal.

Além disso, milhares de fiéis pelo mundo todo, dedicam sua fé e devoção a Maria, em virtude disso, existem espíritos abnegados que trabalham em seu nome, recebendo os pedidos e as orações e auxiliando aqueles que sofrem. É importante ressaltar que a doutrina espírita alimenta um profundo respeito a qualquer forma de convicção religiosa, mesmo posicionando-se de forma diferente. E sabemos que Maria é um espírito de luz e trabalha ao lado de Jesus em benefício da humanidade.

(Fonte: Espiritismo em Cristo)

Para saber mais sobre o assunto, assista:

Maria, mãe de Jesus – Mundo Maior em Debate

Parte 1

Parte 2

Parte 3

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