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Editorial

A Compra e a superpopulação animal

Enviado em 17 de dezembro de 2015 | Publicado por TV Mundo Maior

Fim de ano temos algumas datas criadas pelo varejo para exacerbar o consumo. Além da famosa Black Friday realizada em Novembro, temos o Natal que virou uma data comercial nos fazendo “criar necessidades que não são reais” (O Livro dos Espíritos, Questão 716) adquirindo produtos como roupas, sapatos, acessórios, celulares entre outros em excesso.

A proposta deste texto na verdade, é para questionar uma outra aquisição que faz parte da nossa sociedade e que infelizmente o Estado permite que é a compra de cães, gatos, hamsters, pássaros, coelhos etc em estabelecimentos físicos e virtuais. Mesmo aqueles que se dizem “bons criadores de animais” o que eles estão fazendo, não os torna tão longe assim dos senhorios que comercializavam escravos. Portanto, cabe a reflexão: que direito que nós temos de comercializar almas? É cristão, considerar estes seres objetos de consumo, tornando-os nossas propriedades em troca do lucro? Cuidar bem dos animais que estão à venda, é uma justificativa com uma visão extremamente distorcida de amor e respeito, pois a exploração comercial desses animais, independente do tipo de tratamento, afinal, quando tratamos os animais como produtos, estamos desrespeitando-os como seres individuais, espíritos em evolução que são e merecedores de igual liberdade que nós (O Livro dos Espíritos, 832).

Só no Brasil estima-se que existam mais de 30 milhões de animais abandonados, entre 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães. A indústria de pets e o abandono só existem, pois em algum período da história nós domesticamos esses animais. Usamos deles para nos beneficiar, usando gatos para caçar ratos, cães para servirem de segurança e guarda-caças, pássaros para servirem de adorno e claro para tê-los como companhia, que infelizmente nos perdermos no caminho da generosidade cristã em os acolher verdadeiramente, sem abusarmos de nosso poder que nunca nos foi dado direito (O Livro dos Espíritos, Questão 734).

O que precisamos considerar aqui é que não é condenável de forma alguma a adoção e a domesticação de um animal, afinal quando abrimos nossos lares para acolher uma animal, nós acolhemos uma alma, o ajudamos em seu crescimento espiritual e colaboramos para seu aprendizado e convivência, desenvolvendo a consciência, sentimentos e inteligência além de aprender muito com ele. Deus concedeu a nós seres humanos, sobre todos os seres vivos, um poder que devemos usar, sem abusar para colaborar com o progresso de maneira responsável.

Dessa forma, cabe utilizarmos de uma alternativa para combater a reprodução exacerbada desses animais como nos mostra a ciência atual que é bastante eficaz, chamada castração. Devemos regular a reprodução, de acordo com as necessidades atuais para restabelecer o equilíbrio da Natureza (O Livro dos Espíritos, 693ª), e incentivar a adoção sempre ao invés da compra sempre inclusive “apoiando, quanto possível, os movimentos e as organizações de proteção aos animais” que fazem tanto por eles, pelas belas palavras de André Luiz no livro “Conduta Espírita”!

*Este texto é de responsabilidade de seu autor. Não representa necessariamente a opinião da TV Mundo Maior.

Assista esse vídeo emocionante para incentivar a adoção de animais

Ana

Texto escrito por Ana Talavera
Publicitária, ativista e vegana, atua com projetos sociais nos Criativos do Bem. Trabalhou na ONG Instituto Nina Rosa – projetos por amor à vida, produzindo materiais educativos sobre Direitos Animais e Educação Humanitária. É aluna do curso mediúnico no Centro Espírita Nosso Lar Casas André Luiz, ASSEAMA (Associação Espírita Amigos dos Animais) e integrante da banda Sol de Outubro em São Paulo/SP.

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