Editorial

A carne nutre a carne. Será?

Enviado em 16 de dezembro de 2014 | Publicado por TV Mundo Maior

Existem inúmeras interpretações equivocadas no meio espírita, mas uma das mais frequentes atualmente talvez seja sobre a alimentação. Poucas pessoas sabem, mas O Livro dos Espíritos teve sua 2ª edição lançada em 1860, devido a um acréscimo importante que Kardec fez, dentre vários, de um capítulo chamado Os Três Reinos. A resposta da questão 723: “A alimentação animal é, com relação ao homem, contrária à lei da Natureza?”

contida no LE é usada frequentemente como justificativa para continuar consumindo as vísceras de nossos irmãos animais.

Vale destacar aqui o final da resposta que muitos ignoram, dita pelo Espírito da Verdade: “(…) Ele (homem), pois, tem que se alimentar conforme o reclame a sua organização.”

Hoje temos incontáveis instituições nutricionais no mundo todo afirmando e comprovando que uma alimentação livre de qualquer ingrediente de origem animal é mais saudável, incluindo o Ministério da Saúde garantindo para nosso organismo todos os nutrientes necessários, “não precisando nos recorrer às indústrias da morte”, como cita com muita clareza Emmanuel, no livro O Consolador, já no ano de 1941.

Parte da resposta da questão 723 do LE e outras tantas não são únicas e absolutas, precisamos compreender o todo e principalmente entender que na época que Kardec compilou tais informações, nós como humanidade não tínhamos recursos moral e intelectual o suficiente para determinadas questões, e os desdobramentos das respostas viriam depois através da própria ciência e da literatura que hoje temos em abundância por André Luiz, Emmanuel, Irmão X, Joanna de Ângelis, León Denis entre outros.Nas sábias palavras do codificador: “A educação, se bem compreendida é a chave do progresso moral”. Muita luz a todos!

A carne nutre a carne: Veja esse emocionante vídeo:

com a reação de vacas que viviam em cativeiro ao sentirem a liberdade.

 

 

Ana Paula TalaveraTexto escrito por Ana Talavera:

Publicitária, ativista e vegana, atua com projetos sociais nos Criativos do Bem. Trabalhou no Instituto Nina Rosa – projetos por amor à vida, organização sem fins lucrativos produzindo materiais educativos sobre defesa animal, educação humanitária e veganismo.

É aluna do curso de Espiritualidade dos Animais na ASSEAMA (Associação Espírita Amigos dos Animais) e integrante da banda Sol de Outubro de São Paulo/SP.

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