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Editorial

Bem-Aventurados os que têm Coração Puro, Mas Por que?

Enviado em 23 de novembro de 2017 | Publicado por TV Mundo Maior

Bem-aventurados os que têm puro coração, porquanto verão a Deus. (Mateus, 5:8)

A pureza do coração é inseparável da simplicidade e da humildade. Exclui toda idéia de egoísmo e de orgulho. Por isso é que Jesus toma a infância como emblema dessa pureza, do mesmo modo que a tomou como a da humildade.

Poderia parecer menos justa essa comparação, considerando-se que o Espírito da criança pode ser muito antigo e que traz, renascendo para a vida corporal, as imperfeições de que se não tenha despojado em suas precedentes existências. Só um espírito que houvesse chegado à perfeição nos poderia oferecer o tipo da verdadeira pureza. É exata a comparação, porém do ponto de vista da vida presente, porquanto a criancinha, não havendo podido ainda manifestar nenhuma tendência perversa, nos apresenta a imagem da inocência e da candura. Daí o não dizer Jesus, de modo absoluto, que o Reino dos Céus é para elas, mas para os que se lhes assemelham.

Se o espírito da criança já viveu por que não mostrou as suas aptidões desde o começo? A criança necessita de cuidados especiais, que somente a ternura materna e paterna lhe pode dar.

É necessário que a atividade do princípio inteligente seja proporcionada à fraqueza do corpo, que não poderia resistir a uma atividade muito grande do espírito, como se verifica nos indivíduos grandemente precoces. Essa a razão por que, ao aproximar-se a encarnação, o espírito entra em perturbação e perde pouco a pouco a consciência de si mesmo, ficando, por certo tempo, numa espécie de sono, durante o qual todas as suas faculdades permanecem em estado latente. É necessário esse estado de transição para que o espírito tenha um novo ponto de partida e para que esqueça, em sua nova existência, tudo aquilo que possa entravar. Sobre ele, no entanto, reage o passado. É assim que o espírito renasce melhor, mais forte, moral e intelectualmente, sustentado e secundado pela intuição que conserva da experiência adquirida.

A partir do nascimento, suas idéias tomam gradualmente impulso à medida que os órgãos se desenvolvem, pelo que se pode dizer que, no curso dos primeiros anos, o espírito é verdadeiramente criança, por se acharem ainda adormecidas as idéias que lhe formam o fundo do caráter. Durante o tempo em que seus instintos se conservam amodorrados, ele é mais maleável e por isso mesmo, mais acessível às impressões capazes de lhe modificaram a natureza e de fazê-lo progredir, o que torna mais fácil a tarefa que incumbe aos pais.

O espírito enquanto criança tem sim a sua inocência e assim, Jesus está com a verdade, quando diz para termos a criança como símbolo da pureza e da simplicidade.

(Fonte: Evangelho Segundo o Espiritismo)

Para saber mais sobre o assunto, assista:

Bem-aventurados os que tem puro o coração – Nova Mente

Parte 1

Parte 2

Parte 3

 

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