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Editorial

Animais não são máquinas como supondes

Enviado em 28 de agosto de 2015 | Publicado por TV Mundo Maior

No movimento espírita, há uma frase comumente utilizada para incentivar sua divulgação que muitos já devem ter escutado: “A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua própria divulgação.” Para os mais curiosos que quiserem encontrar tal citação nos livros do benfeitor Emmanuel, verá que esta frase foi atribuída a ele sem a devida pronúncia e interpretação. Veja a verdadeira citação clicando aqui no livro “Estude e Viva” psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira.

Precisamos nos atentar sempre às frases corriqueiras e conceitos arraigados que devem ser avaliados principalmente no seu caráter de conteúdo tanto mais do que na forma, dado que o mais importante é sua análise, para aí sim ser difundida com critério respeitando o estudo das obras de Kardec e do progresso natural da humanidade. Afinal, o que esta colocação tem a ver com o estudo acerca dos animais e ao título deste texto?

Muitos de nós espíritas perpetuam ainda teorias cartesianas que são difundidas e interpretadas ao bel prazer ainda hoje em pleno século XXI. Com o acontecimento recente do tombamento da carreta que transportava +100 porcos na Rodoanel para o matadouro vemos que a comoção nacional foi evidente com estas criaturas que ficaram mais de 10h aguardando socorro, noticiados em grandes veículos de comunicação. Em contrapartida, muitas pessoas – e infelizmente grande parte delas cristãs – ainda insistiam em difundir comentários sarcásticos e perversos como “desperdício de feijoada”, “animais são mercadorias”, “tem mais é que morrer”, descartando qualquer indício de compaixão e amor ao próximo. No Livro dos Espíritos na questão 595 vemos que a resposta do Espírito da Verdade já estava bem à frente da época dizendo que “Os animais não são simples máquinas, como supondes…” desmascarando o filósofo que negava a existência da alma, consciência, inteligência e emoção nos animais, René Descartes, que em 2015 – graças a Deus – todos esses atributos já são amplamente comprovados pela ciência.

Outro legado da humanidade que é a escravidão, também serviu de análise por Kardec. Ele pergunta a Espiritualidade Superior na questão 832, sobre a utilização de escravos e do “trato humanitário” que os senhorios os mantinham e que na resposta do Espírito da Verdade vemos que ele compara aos bois e cavalos que podemos aqui, estender para os porcos do Rodoanel e aos milhares de animais que são explorados em tantas faces que ainda hoje estamos “privando-os do direito de se pertencerem a si mesmos.” já que as leis divinas são imutáveis e misericordiosas a todos os seres da Criação.

Não nos enganemos, amigos. Está na hora de sermos servidores ativos de Jesus, aplicando a caridade da divulgação da Doutrina Espírita não mais repetindo conceitos arraigados e sim, procurarmos com responsabilidade o estudo através da lógica e do amor. Lembremos do Cap. VI do O Evangelho Segundo o Espiritismo: “Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo. No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram.”

Assista o vídeo SONHO em que juntos podemos transformar o mundo em um lugar melhor!

 

Texto escrito por Ana Talavera:

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Publicitária, ativista e vegana, atua com projetos sociais nos Criativos do Bem. Trabalhou na ONG Instituto Nina Rosa – projetos por amor à vida, produzindo materiais educativos sobre Direitos Animais e Educação Humanitária. É aluna do curso de Espiritualidade dos Animais na ASSEAMA (Associação Espírita Amigos dos Animais), integrante da banda Sol de Outubro e Secretária de Comunicação da 1ª Assessoria do Departamento de Mocidade da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo (DM/USE).

 

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