Editorial

Revolução Espírita

Enviado em 5 de agosto de 2016 | Publicado por TV Mundo Maior

Paulo Henrique de Figueiredo é autor do livro “Revolução Espírita, a Teoria esquecida de Allan Kardec”. A obra é fruto de intensos estudos por parte do escritor e jornalista que duraram vinte anos, baseado em fontes primárias, jornais e diversos documentos, são relatados o movimento dos magnetizadores, a infância do codificador, como se qualifica a revolução espírita, a ideia de liberdade e da moral autônoma que o espiritismo propõe. O que teria entusiasmado um intelectual francês do século 19 a reconhecer na teoria espírita o potencial de transformar o mundo? A jornalista Cristina Braga conversou com o escritor. Confira abaixo a entrevista.

Por que os espíritas não entendem bem o magnetismo?

R: Porque é um assunto complexo. O magnetismo teve duração maior do que o Espiritismo, desenvolvido entre 1857 a 1869. Ele começa com Mesmer antes da revolução (Francesa) que estava vivo na época de Kardec e ainda se desdobrou na pesquisa da hipnose. Eu fui estudar a história do magnetismo e como o fenômeno espírita surgiu nesse meio. As mesas girantes e ‘tudo aquilo’ que girava foi sendo interpretado como um novo fenômeno do magnetismo animal. Kardec tomou conhecimento do magnetismo em 1855, apesar de já conhecê-lo.

A primeira edição do Livro dos Espíritos com 500 perguntas era, em verdade, feita pelos magnetizadores e espiritualistas racionais e das mais diversas áreas do conhecimento?

R: Cadernos com pesquisas de vários grupos de magnetizadores permitiram Kardec em dois anos formular as perguntas para o Livro dos Espíritos. Isso estava completamente desconhecido dos espíritas, então, o mergulho na França, o que foi apresentado na Codificação, na cultura da época e o que os espíritos trouxeram de novo. Essa foi a conclusão do meu trabalho.

Você cita eminentes personalidades como Gonçalves de Magalhães, Manuel de Araújo Porto- Alegre e Torres Homem que foram à França trazer novidades sobre o magnetismo para o Brasil. Você reproduz as cartas de Porto-Alegre?

R: Sim, o Gonçalves de Magalhães foi um magnetizador e trouxe o magnetismo animal para o Brasil liderando a escola do espiritualismo racional e escreveu um livro intitulado ‘Fatos dos Espírito Humano’, em 1858, onde termina o livro falando de reencarnação. Porto-Alegre vai conhecer o espiritismo no Brasil nesta mesma época trocando correspondência com Kardec. A esses três amigos, juntou-se o poeta Gonçalves Dias (1823/1864). O livro explica em detalhes a ciência filosófica, termo próprio da época adotado pelo Kardec, de como estudar a filosofia de uma forma científica.

Como você deixou a leitura deste extenso material mais interessante e menos árido para o leitor?

R: Levei dois anos para transformar em um romance histórico que vai contar muitos fatos novos sobre a biografia de Kardec, que se torna um personagem vivo, nos relatos da infância dele (que não foi em Lyon) e sobre a mãe de Kardec que investiu para se tornar educador.

O autor Paulo Henrique esteve nos estúdios da TV Mundo Maior e participou do programa Repensar.Confira:

 

 

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